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Estado de Minas CORONAVÍRUS

Recusada pelo Brasil, vacina da Pfizer apresenta boa eficácia em Israel

De acordo com organização independente, apenas 0,015% das pessoas imunizadas com duas doses, de 128 mil no total, pegaram COVID-19. Eficácia global é de 95%


25/01/2021 21:56 - atualizado 25/01/2021 22:06

Eficácia global da Pfizer, de acordo com a própria farmacêutica, é de 95%(foto: Divulgação)
Eficácia global da Pfizer, de acordo com a própria farmacêutica, é de 95% (foto: Divulgação)
Recusada em diversas oportunidades pelo governo federal, a vacina contra a COVID-19 produzida pela farmacêutica Pfizer, em parceria com a empresa alemã BioNTech, vem apresentando bons resultados em Israel. Isso porque dados preliminares divulgados por uma organização independente de saúde mostram que apenas 0,015% das pessoas imunizadas no país após a segunda dose do imunizante pegaram coronavírus.

De acordo com a Maccabi Healthcare Services, organização independente de prestação de cuidados de saúde, das 128.600 pessoas vacinadas com o imunizante da Pfizer, apenas 20 contraíram coronavírus na semana após receberem a segunda dose. 

Ao jornal "Times Of Israel", Anat Ekka Zohar, responsável pelo estudo, disse que os resultados são "muito bons". A especialista também afirmou que se a tendência se mantiver, a vacina da Pfizer pode ser mais eficaz que os 95% divulgados pela farmacêutica nos testes clínicos.

Também nesta segunda-feira, o Ministério de Saúde de Israel informou que o país já constatou uma queda de 60% no número de internações entre a população idosa desde o início da campanha de vacinação, no dia 20 de dezembro.

Israel se aproxima de 30% da população vacinada. De acordo com o Our World in Data, site com dados estatísticos, o país lidera a vacinação a nível global, com 3,83 milhões de doses.

Brasil recusa doses da Pfizer

No início de janeiro, a Pfizer divulgou uma nota na qual afirmou que ofereceu ao governo brasileiro a possibilidade de comprar um lote de 70 milhões de doses do imunizante em 15 de agosto, com possibilidade de entrega a partir de dezembro de 2020. Além disso, outras duas propostas foram feitas, mas nenhum acordo foi feito com o Ministério da Saúde.

Nesse domingo (24/01), o Ministério da Saúde disse que o número de doses da Pfizer ao Brasil seria insuficiente para atender a demanda do país. De acordo com a pasta, o laboratório planejava entregar dois lotes de 500 mil doses e um terceiro com 1 milhão de doses.

“Para o Brasil, causaria frustração em todos os brasileiros, pois teríamos, com poucas doses, que escolher, num país continental com mais de 212 milhões de habitantes, quem seriam os eleitos a receberem a vacina”, destacou o ministério, por meio de nota. O governo brasileiro citou ainda cláusulas abusivas estabelecidas pela farmacêutica.

“Não somente a frustração que a empresa Pfizer causaria aos brasileiros, as cláusulas leoninas e abusivas que foram estabelecidas pelo laboratório criam uma barreira de negociação e compra”, pontuou o documento. 


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