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Estado de Minas CORONAVÍRUS

Índia inicia campanha para vacinar 300 milhões de habitantes em 6 meses

Objetivo ousado ocorre no momento em que o país de 1,3 bilhão de pessoas é o segundo no mundo em número de infecções por COVID-19


16/01/2021 16:19 - atualizado 16/01/2021 18:59

Índia quer vacinar 300 milhões contra COVID-19 ainda neste primeiro semestre de 2021(foto: Sajjad HUSSAIN/AFP)
Índia quer vacinar 300 milhões contra COVID-19 ainda neste primeiro semestre de 2021 (foto: Sajjad HUSSAIN/AFP)
A Índia iniciou neste sábado (16/01) sua grande campanha de vacinação contra o coronavírus, com o objetivo de inocular inicialmente 300 milhões de seus 1,3 bilhão de habitantes, enquanto a farmacêutica Pfizer anunciava que poderia reduzir o atraso na entrega das doses que havia indignado a Europa.


"Já vi pessoas morrerem", disse Santa Roy, funcionário de um hospital da cidade de Calcutá, ao resumir a esperança depositada na campanha indiana, que começa com profissionais de saúde. "Agora temos um vislumbre de esperança", acrescentou.

O objetivo é gigantesco: injetar as duas doses contra COVID-19 o mais rápido possível em 30 milhões de cidadãos do setor de saúde e dos grupos mais vulneráveis, e depois alcançar um total de 300 milhões de vacinados em pouco mais de seis meses.

A COVID-19 já matou mais de dois milhões de pessoas e os países estão simultaneamente enfrentando novas variantes do vírus e lançando campanhas de vacinação.

A Pfizer, associada ao laboratório alemão BioNTech, anunciou um "plano" que permitirá limitar a uma semana o atraso na entrega da vacina, enquanto a Europa temia um prazo mais longo, de "três a quatro semanas".

"A Pfizer e a BioNTech desenvolveram um plano que permitirá aumentar a capacidade de fabricação na Europa e entregar muito mais doses no segundo trimestre", anunciaram as duas empresas em um comunicado conjunto.

"Voltaremos ao cronograma inicial de entregas na União Europeia a partir da semana de 25 de janeiro, com um aumento nas entregas a partir da semana de 15 de fevereiro", afirmaram.

A Pfizer alertou na sexta-feira que devido às obras em uma unidade de produção em Puurs, na Bélgica, atrasaria as entregas, notícia que provocou uma reação fulminante de vários países europeus, em meio aos piores números de contágio desde o início da pandemia.

A esperança das vacinas

As esperanças no mundo para virar a página da pandemia estão voltadas para as vacinas, das quais já foram administradas ao menos 35,61 milhões de doses em 58 países e territórios, segundo uma contagem da AFP com base em fontes oficiais.

Essas campanhas de vacinação precisam se generalizar em todo o mundo, "nos próximos 100 dias", exigiu o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus.

Um dia depois de prometer um plano de estímulo financeiro de 1,9 milhão de dólares, o presidente eleito dos Estados Unidos, Joe Biden, se comprometeu na sexta-feira a acelerar a campanha de vacinação estabelecendo "milhares" de centros comunitários.

A esperança por uma vacinação generalizada não evita as acusações políticas.

O chefe da diplomacia americana, Mike Pompeo, novamente acusou Pequim de encobrir a verdadeira origem do vírus, um dia após a chegada de uma equipe da OMS a Wuhan, cidade chinesa onde surgiu a pandemia, para investigar o assunto.

O diplomata disse que doenças semelhantes à covid-19 já estavam circulando no outono de 2019 entre a equipe do Instituto de Virologia de Wuhan e instou os especialistas da OMS a "pressionar o governo da China" com essa "nova informação".

Pequim está conduzindo uma intensa campanha de relações públicas em todo o mundo para combater acusações como essa.

De acordo com altos funcionários filipinos, o chefe da diplomacia chinesa, Wang Yi, prometeu doar meio milhão de doses da vacina criada por seu país.

Uma doação de um milhão de doses para o Camboja foi anunciada anteriormente.


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