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Estado de Minas PANDEMIA

Saiba quais países já anunciaram vacinação contra COVID-19

Vacinação, tão esperada pela população durante a pandemia do novo coronavírus, começa a virar realidade neste fim de ano em várias partes do mundo


03/12/2020 18:57 - atualizado 03/12/2020 19:21

A vacinação começa virar realidade em alguns países (foto: PixaBay/Reprodução)
A vacinação começa virar realidade em alguns países (foto: PixaBay/Reprodução)
Em meio à pandemia do novo coronavírus, ao isolamento social e às medidas de proteção, o mundo espera ansiosamente por uma vacina que possa salvar as vidas que ainda não foram perdidas para a COVID-19. A vacinação, tão esperada pela população, começou a virar realidade neste fim de ano em várias partes do mundo. Alguns países já anunciaram o início das campanhas. Saiba quais são e como será o plano de vacinação de cada um:

Itália

A Itália, país onde a pandemia matou mais de 58 mil pessoas, anunciou nessa quarta-feira (2/12) que vai começar sua campanha de vacinação no início de 2021. De acordo com o Ministério da Saúde do país, é provável que a imunização comece em janeiro. Lá, a vacinação será inicialmente voltada ao grupo de risco e funcionários da saúde. 

Segundo o ministro da Saúde, Roberto Speranza, a distribuição vai ser feita em operação conjunta com o Exército italiano.

França 

A França anunciou nesta quinta-feira (3/12)que a vacinação contra COVID-19 será gratuita e deve ter início em janeiro para idosos em casas de repouso. No país, são mais de 1 milhão de pessoas nessa situação.

Segundo o governo francês, em fevereiro, será a vez dos 14 milhões mais fragilizados por idade ou patologias, e, na primavera, que começa em março no país, a vacinação será ampliada para toda a população maior de 18 anos.

De acordo com o primeiro-ministro Jean Castex, a campanha de vacinação começará com as duas vacinas que estarão disponíveis após autorização das autoridades de saúde europeias e francesas: a da Pfizer/BioNtech e a da norte-americana Moderna.

Reino Unido

Também na quarta-feira (2/12), o Reino Unido concedeu o primeiro registro do mundo para o uso de uma vacina contra a COVID-19. A vacina, da farmacêutica Pfizer e da empresa de biotecnologia alemã BioNTech, recebeu o aval. Concluídos em 18 de novembro, os testes indicaram que o imunizante é seguro e tem 95% de eficácia.

Segundo o governo britânico, as primeiras doses devem chegar nos próximos dias. O país, inclusive, fez uma compra adiantada da vacina, garantindo 40 milhões de doses.

De acordo com o secretário da Saúde, Matt Hancock, até a próxima semana 800 mil doses devem estar disponíveis para início da vacinação.

Rússia

A Sputnik V é a aposta do governo russo (foto: Governo Russo/Divulgação)
A Sputnik V é a aposta do governo russo (foto: Governo Russo/Divulgação)
A Prefeitura de Moscou, capital da Rússia, anunciou nesta quinta-feira (3/12) que vai vacinar contra a COVID-19 já no próximo sábado (5/12) professores, médicos e assistentes sociais. A Sputnik V é uma das vacinas desenvolvidas contra a doença no país.

Segundo a agência de notícias Reuters, o cadastro para receber a vacina será feito on-line a partir de sexta-feira (4).

Alemanha

A Alemanha também prepara centros de vacinação por todo o país. Em Berlim, a imunização deve chegar a 450 mil pessoas (cerca de 12% da população da cidade) já em meados de dezembro. 

O governo pretende fazer 20 mil aplicações por dia em idosos e pessoas que fazem parte de grupos de risco.

Argentina 

governo argentino vai vacinar 300 mil pessoas até o final do ano. É o que afirmou o presidente da Argentina, Alberto Fernández, nesta quinta-feira (3/12). De acordo com ele, o contrato de compra das vacinas da Rússia, a Sputnik V, será assinado ainda nesta semana.


Japão

O Japão aprovou na quarta-feira (2/12) uma lei que garante o fornecimento gratuito da vacina contra a COVID-19 para os mais de 120 milhões de habitantes do país. 

O governo japonês tem acordos fechados com a Pfizer, a americana Moderna e a britânica AstraZeneca. A imunização tem prazo para começar em janeiro de 2021.

E o Brasil? Vacinação não tem data marcada

Ministro da Saúde brasileiro, General Eduardo Pazuello(foto: Agência Brasil/Reprodução)
Ministro da Saúde brasileiro, General Eduardo Pazuello (foto: Agência Brasil/Reprodução)
O ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, afirmou na tarde de quarta-feira que o Brasil começará a receber, em janeiro e fevereiro, 15 milhões de doses da vacina contra a COVID-19 do laboratório AstraZeneca, desenvolvida em parceria com a Universidade de Oxford e a Fiocruz.

De acordo com Pazuello, o Brasil tem apenas "duas ou três" opções de vacinas.

Na terça-feira (1/12), o secretário nacional de Vigilância em Saúde, Arnaldo Medeiros, definiu o que ele consideraria como a vacina ideal contra a COVID-19 para a distribuição no Brasil. 

Segundo Medeiros, o perfil desejado deveria promover imunização a partir de uma única dose e poder ser armazenada em temperaturas de 2°C a 8°C. 

Apesar das declarações, o Brasil ainda não anunciou data marcada para o início da imunização da população.
 
*Estagiária sob supervisão da editora-assistente Vera Schmitz


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