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Estado de Minas

Furacão Zeta toca o solo na costa da Louisiana, nos EUA


28/10/2020 21:25

O furacão Zeta atingiu o sul dos Estados Unidos nesta quarta-feira (28), levando ventos de até 175 km/h e grandes ondas para a Louisiana, um estado atingido várias vezes durante a intensa temporada de tempestades.

Convertido em um furacão de categoria 2 (em uma escala de 5), o Zeta se fortaleceu e se moveu em direção a uma área remota perto da vila de Cocodrie, no sudeste da Louisiana, na tarde de quarta-feira. Esperava-se que o fenômeno varresse a cidade de Nova Orleans antes de ir para a costa do Mississippi.

O Centro Nacional de Furacões (NHC), com sede em Miami, emitiu um alerta que incluía Nova Orleans e avisou que uma "tempestade com potencial mortal e ventos fortes são esperados em partes do norte da Costa do Golfo".

"Isto não é uma simulação", disse a prefeita de Nova Orleans, LaToya Cantrell, ao advertir que o furacão estava prestes a impactar a cidade.

Foi emitido um alerta de furacão que se estende da cidade de Morgan City, Louisiana, até a fronteira entre Mississippi e Alabama.

Além dos ventos e das chuvas fortes, o NHC também alertou sobre os perigos do aumento do nível do mar.

O presidente dos Estado Unidos, Donald Trump, aprovou a declaração do estado de emergência para a Louisiana na terça-feira à noite, permitindo a liberação de recursos federais, anunciou a Casa Branca.

O Zeta atingiu a Louisiana a apenas seis dias das eleições presidenciais, mas não se esperava que seu andamento fosse afetado, já que a votação antecipada já terminou no estado.

- Proteção -

Quando as primeiras chuvas e ventos começaram, os residentes de Nova Orleans correram para se preparar, protegendo suas janelas, movendo veículos e barcos para áreas mais altas e, em alguns casos, empilhando sacos de areia como proteção contra possíveis inundações.

Esta é a quinta grande tempestade a atingir a Louisiana este ano. A região de Nova Orleans teve que ficar de guarda várias vezes, embora ainda não tenha sofrido um forte impacto.

Desta vez, no entanto, as autoridades locais pediram que a população ficasse atenta, especialmente devido ao risco de ventos perigosos e os danos e cortes de energia que podem seguir.

As inundações pareciam uma ameaça menor, mas as comportas da cidade foram fechadas e os operadores de bombas, que poderiam ter dificuldades em impedir que a água chegue às ruas, estavam preparados.

A tempestade deixou a bióloga Annie Quattlebaum e seus amigos de Denver, que visitavam Nova Orleans, presos na cidade, pois seu voo foi cancelado.

"Amigos que conhecem a área e o tempo nos disseram para ter comida e nossos telefones carregados", disse Quattlebaum, usando máscara. "Não vamos fazer nada estúpido. Só vamos nos proteger enquanto isso passa".

- "Pobres pessoas" -

Nas margens do Lago Catherine, no extremo nordeste da cidade, onde muitos moradores têm casas de fim de semana e pescadores trabalham, os barcos foram colocados no alto das estradas.

"Isso faz parte da vida aqui", afirmou Geoff Wallace enquanto o céu escurecia. "Essas pobres pessoas", lamentou ele sobre os proprietários dos barcos. "Tiveram que passar por isso quatro ou cinco vezes este ano. É exaustivo."

Nova Orleans ainda está traumatizada pelo furacão Katrina, que inundou 80% da cidade e deixou mais de 1.800 mortos 15 anos atrás. As defesas contra furacões melhoraram muito desde então, mas não foram realmente testadas na área urbana.

O furacão Zeta, que se formou sobre o mar do Caribe, chegou ao continente na noite de segunda-feira próximo a Ciudad Chemuyil, no estado mexicano de Quintano Roo. Sua passagem não fez nenhuma vítima, segundo o governador.

A temporada de furacões, que ainda não acabou, está particularmente intensa este ano. Como a lista de nomes previstos acabou, os meteorologistas começaram a identificá-los com o alfabeto grego.


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