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Estado de Minas

UE ameaça Turquia com sanções se não houver avanços no diálogo com a Grécia


28/08/2020 15:55

O representante da União Europeia (UE) para a diplomacia, Josep Borrell, ameaçou nesta sexta-feira (28) a Turquia com novas sanções se não houver avanços no diálogo com a Grécia sobre a crise do Mediterrâneo oriental.

"Se não houver avanços do lado da Turquia, poderemos elaborar uma lista de novas medidas restritivas", que seria discutida na cúpula da UE em 24 de setembro, declarou Borrell no fim de uma reunião de ministros das Relações Exteriores da UE.

"O recurso da UE à ameaça de sanções não ajuda a resolver o problema", disse o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Turquia, Hami Aksoy, acrescentando que essa postura fortalece seu governo.

As tensões entre Ancara e Atenas, que disputam algumas zonas do Mediterrâneo oriental ricas em hidrocarbonetos, subiram um "degrau" esta semana com várias manobras militares rivais, realizadas por embarcações de guerra turcas e norte-americanas e, por outro lado, por embarcações gregas, cipriotas, francesas e italianas.

"Queremos dar uma verdadeira oportunidade para o diálogo e valorizamos enormemente o esforço feito pela Alemanha (à frente da presidência rotatória da UE) para encontrar soluções", disse Borrell.

Mas dadas as "crescentes frustrações" com a atitude de Ancara, os 27 membros da UE concordaram com novas sanções a dirigentes turcos diretamente implicados nas conflitivas explorações, cujos nomes foram entregues por Chipre. Até agora somente dois dirigentes turcos foram afetados pelas sanções.

Ao ser perguntando pelas "medidas restritivas" contra a Turquia que poderão ser debatidas na cúpula da UE de 24 de setembro, Borrell explicou que, por exemplo, poderá se chegar a um acordo sobre uma proibição do uso de portos europeus por embarcações turcas ou uma apreensão dos navios implicados nas explorações.

Estas sanções também poderão afetar setores inteiros da economia turca, mas só no caso em que as medidas específicas contra as explorações não sejam eficazes, explicou Borrell.

"Espero que a Turquia volte à razão e abandone as provocações, as ações arbitrárias e deixe de violar o direito internacional", declarou, ao seu lado, o ministro grego de Relações Exteriores, Nikos Dendias, que mostrou-se satisfeito com as medidas adotadas.


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