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Estado de Minas COVID

Porta-voz da Presidência contraiu o novo coronavírus

General foi afastado das atividades e se recupera em sua casa


postado em 06/05/2020 19:06 / atualizado em 06/05/2020 19:43

Rêgo teve diagnóstico positivo detectado na terça-feira(foto: Valter Campanaro/Agência Brasil)
Rêgo teve diagnóstico positivo detectado na terça-feira (foto: Valter Campanaro/Agência Brasil)

O porta-voz da Presidência, general Otávio Rêgo Barros, que trabalha no mesmo prédio que o presidente Jair Bolsonaro, foi diagnosticado com o novo coronavírus, informou o Palácio do Planalto nesta quarta-feira (6).

 

 

"O general Rêgo Barros encontra-se em sua residência, cumprindo todos os protocolos recomendados e, até o momento, sem sintomas que mereçam maiores preocupações", informou a Presidência em uma breve nota oficial.

Segundo o comunicado, Rego Barros, de 59 anos, realizou um primeiro teste na segunda-feira e o diagnóstico positivo foi confirmado na terça.


O caso do general se soma aos mais de vinte funcionários próximos ao presidente Jair Bolsonaro que foram diagnosticados com COVID-19 e que desempenham funções no Palácio do Planalto, sede da Presidência em Brasília.


O ministro-chefe da Secretaria Especial de Comunicação Social, Fábio Wajngarten, foi o primeiro caso registrado. O contágio foi confirmado em 12 de março, logo após o retorno de uma viagem oficial aos Estados Unidos que incluiu reuniões com autoridades americanas, entre elas, o presidente Donald Trump.


Nos dias seguintes, vários ministros e políticos que participaram da viagem e fazem parte do círculo presidencial foram diagnosticados com a doença, inclusive o chefe do Gabinete de Segurança Institucional, Augusto Heleno. O general de 72 anos é um dos mais próximos a Bolsonaro.


O presidente disse ter se submetido a dois testes (12 e 17 de março) e teve resultado negativo em ambos, mas não divulgou os diagnósticos.


A Justiça decidiu a favor do jornal Estado de S. Paulo para que Bolsonaro apresentasse os resultados dos testes, mas um tribunal regional suspendeu o prazo determinado para a publicidade dos documentos médicos.


Na semana passada, em meio à disputa judicial, Bolsonaro disse que "talvez" contraiu a doença. "Talvez eu tenha contraído esse vírus no passado, talvez, e nem tenha sentido", disse ele em entrevista a uma rádio.


Bolsonaro, que chegou a descrever o novo coronavírus como "gripezinha", é contrário ao distanciamento social.


Durante vários fins de semana de março e abril, ele visitou espaços públicos em Brasília, ignorando a quarentena decretada pelo governador do Distrito Federal para conter a propagação do vírus e participou de manifestações que atacam os poderes judiciário e legislativo, que são favoráveis às medidas de distanciamento social.


O Brasil, com mais de 210 milhões de habitantes, registrou 114.715 casos e 7.921 mortes por COVID-19 até a tarde de terça-feira.


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