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Estado de Minas

The New York Times registra aumento recorde de assinaturas digitais


postado em 06/05/2020 13:25

O jornal "The New York Times" registrou um aumento recorde no número de assinantes digitais no primeiro trimestre do ano e dobrou o número de leitores on-line em março, em meio à redução de publicidade causada pela pandemia de coronavírus.

Em seu relatório trimestral na quarta-feira, o jornal americano informou que ganhou 587.000 novos assinantes digitais, chegando a 5 milhões.

Somados aos assinantes da versão impressa, o veículo totaliza 5,8 milhões de usuários.

O lucro líquido do trimestre registrou um aumento de 9%, com US$ 32,8 milhões, e a receita total cresceu 1%, a US$ 444 milhões, uma vez que o aumento na assinatura digital e em outras receitas foi compensado pela queda na publicidade e pelos custos crescentes.

O presidente e CEO da New York Times Co., Mark Thompson, disse que o jornal promete manter sua cobertura durante a pandemia de coronavírus.

"O New York Times está comprometido com fornecer as notícias mais confiáveis e orientações úteis sobre o coronavírus e suas consequências", afirmou Thompson em um comunicado.

"Hoje, apesar dos muitos obstáculos que enfrentamos em nossa redação, acreditamos que estamos fazendo exatamente isso", acrescentou o executivo.

A relativa boa saúde do Times contrasta com o golpe generalizado experimentado por muitas publicações de prestígio, especialmente jornais que dependem quase exclusivamente de publicidade.

O New York Times informou também que o número de profissionais em sua redação está aumentando durante a crise, já que cerca de 36.000 empregos foram perdidos na indústria de notícias dos EUA, acrescenta o jornal.

Thompson observou que o NYT permaneceu à tona, devido à sua mudança para a dependência da receita de assinantes, e não de publicidade.

"O modelo de negócios do Times, com seu foco crescente em assinaturas digitais e a diminuição da dependência de publicidade, está muito bem posicionado para enfrentar essa tempestade e avançar em um mundo pós-pandemia", resumiu.

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