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Estado de Minas

COVID-19: Governo congela preço de máscaras na Itália e irrita comerciantes

Valor fixado é de 50 centavos de euro, 10 a menos do que as lojas consideram o adequado; encomendas estão ameaçadas


postado em 27/04/2020 11:51

Empregados da Fiat Chrysler na Itália chegam ao trabalho usando máscaras, que agora têm preço único(foto: Pixnio)
Empregados da Fiat Chrysler na Itália chegam ao trabalho usando máscaras, que agora têm preço único (foto: Pixnio)

A confederação de comerciantes da Itália (Confcommercio) ameaçou nesta segunda-feira (27) interromper a importação de máscaras de proteção após o governo ter anunciado o congelamento do preço do produto em 50 centavos de euro.

Segundo Donatella Prampolini, vice-presidente da Confcommercio, o valor ideal tem de ser de pelo menos 60 centavos de euro. "Do contrário, o efeito imediato será que pararemos de importar.

Muitas empresas já bloquearam vendas e encomendas", disse.
Prampolini ainda acusou o governo de anunciar a decisão sem discuti-la com o setor. "Se você é muito, muito bom, consegue 55 ou 60 centavos, mas normalmente é mais. 60 centavos poderia ser um preço mais justo", acrescentou.

A vice-presidente da Confcommercio sugeriu como alternativa a criação de um canal público para fazer grandes encomendas a preços baixos e colocar as máscaras à disposição dos comerciantes.

O comissário do governo para a pandemia, Domenico Arcuri, anunciou nesta segunda-feira um contrato para cinco empresas italianas produzirem 660 milhões de máscaras de proteção, ao custo de 38 centavos de euro cada uma.
 
Os produtos devem chegar ao mercado da Itália nas próximas semanas. "Ninguém venderá por um preço superior a 50 centavos", garantiu Arcuri. O país iniciará em 4 de maio um período de relaxamento das normas de isolamento, etapa em que as máscaras serão cruciais para evitar que o novo coronavírus volte a se disseminar. (ANSA)


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