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Estado de Minas

Coronavírus: Vacina será testada em humanos na Itália no verão europeu

Produto está em desenvolvimento por um consórcio internacional, que reúne empresas italiana, alemã e belga


postado em 23/04/2020 08:17 / atualizado em 23/04/2020 09:29

Representação divulgada pelo Instituto Nacional de Alergias e Doenças Infecciosas dos EUA mostra células infectadas por novo coronavírus(foto: EPA/Divulgação)
Representação divulgada pelo Instituto Nacional de Alergias e Doenças Infecciosas dos EUA mostra células infectadas por novo coronavírus (foto: EPA/Divulgação)

Um consórcio de três empresas europeias de biotecnologia e farmacêuticas planeja iniciar os testes em humanos de uma candidata a vacina contra o novo coronavírus (Sars-CoV-2) no próximo verão europeu, que começa no fim de junho, na Itália.

O grupo é formado pela Reithera, com sede na região metropolitana de Roma, pela Leukocare, de Munique (Alemanha), e pela Univercells, de Charleroi (Bélgica). "Atualmente, a Reithera está desenvolvendo as atividades preparatórias para iniciar a experimentação clínica de fase 1 e 2 na Itália durante o verão de 2020", diz uma nota do consórcio.

"A produção em larga escala será iniciada logo depois", acrescenta o comunicado. A possível vacina está sendo desenvolvida a partir da proteína "spike", que o Sars-CoV-2 usa para agredir as células humanas, inserida em um adenovírus de chimpanzés.

Leia também: Oxford lança ensaios clínicos para vacina contra coronavírus

O vírus inativo é usado para transportar a sequência genética correspondente à proteína "spike" do Sars-CoV-2. As três empresas do consórcio anunciaram o projeto nesta quinta-feira (23), unindo a experiência da Reithera em vacinas baseadas em adenovírus, a da Leukocare em vacinas de vetores virais e a da Univercells na manufatura em larga escala.

O consórcio também pretende desenvolver uma fórmula que garanta a estabilização da vacina por longos períodos e facilite sua distribuição.

Paralelamente, Alemanha Reino Unido também já autorizaram os testes em humanos de duas candidatas a vacina contra o novo coronavírus, que já contaminou mais de 2,6 milhões de pessoas e deixou 184 mil mortos no mundo todo. (ANSA)


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