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Estado de Minas

Irã ataca bases com soldados americanos no Iraque

O ataque ocorre após grupos armados pró-Irã prometerem unir forças para responder ao ataque que matou o general iraniano Qasem Soleimani


postado em 07/01/2020 20:43 / atualizado em 08/01/2020 08:39

O Irã assumiu a autoria do ataque(foto: ARIF ALI / AFP)
O Irã assumiu a autoria do ataque (foto: ARIF ALI / AFP)

O Irã disparou "mais de um dúzia de mísseis" na noite desta terça-feira contra bases americanas no Iraque, confirmou o departamento de Defesa dos Estados Unidos, após a prometida reação de Teerã à morte do general Qasem Soleimani.

 

"Aproximadamente às 17H30 (19H30 Brasília) de 7 de janeiro, o Irã lançou mais de uma duzia de mísseis balísticos contra militares dos Estados Unidos e forças da coalizão no Iraque", informou o assistente de Defesa para Assuntos Públicos, Jonathan Hoffman.

 

"Está claro que estes mísseis foram lançados do Irã e visavam ao menos duas bases militares iraquianas que abrigam pessoal militar americano e da coalizão, em Al-Assad e Erbil".

 

Hoffman declarou que o Pentágono está trabalhando em uma "avaliação preliminar dos danos" e na "resposta" ao ataque.

 

Não há informações sobre baixas nas bases no momento.

 

"Nos últimos dias e diante das ameaças e ações do Irã, o departamento de Defesa adotou todas as medidas apropriadas para defender nosso pessoal e seus parceiros. As bases estavam em alerta máximo diante das indicações de que o regime iraniano planejava atacar nossas forças e interesses na região".

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Hoffman acrescentou que os Estados Unidos tomarão "todas as medidas necessárias para proteger e defender o pessoal americano, parceiros e aliados na região".

Resposta

Segundo a TV estatal em Teerã, o ataque foi uma resposta à morte do general iraniano Qasem Soleimani, atingido por um míssil disparado por um drone americano na sexta-feira passada, em Bagdá.

 

"Os Guardiões da Revolução confirmaram o ataque a uma base no Iraque com dezenas de mísseis", e ameaçaram com "respostas ainda mais devastadoras" em caso de resposta americana.

 

Entre os futuros alvos dos Guardiões estariam "Israel" e "governos aliados" dos Estados Unidos.

 

Em seu comunicado, os Guardiões aconselham "o povo americano a chamar de volta suas tropas na região para evitar novas perdas", e a "não permitir que a vida dos soldados seja ameaçada pelo ódio" do governo em Washington.

 

Segundo fontes iraquianas, o ataque ocorreu em três ondas logo após a meia-noite local e ao menos nove mísseis atingiram a base de Ain al-Assad.

 

Aviões de combate não identificados sobrevoaram Bagdá na madrugada de quarta-feira, constataram os jornalistas da AFP na capital iraquiana.

 

Washington

 

A Casa Branca revelou que o presidente americano, Donald Trump, foi informado do ataque e acompanha a situação de perto.

 

"Estamos a par dos ataques a instalações dos Estados Unidos no Iraque. O presidente foi informado e está monitorando de perto a situação e consultando sua equipe de segurança nacional", informou a porta-voz Stephanie Grisham.

 

A líder do Partido Democrata na Câmara de Representantes, Nancy Pelosi, declarou que os Estados Unidos "devem garantir a segurança dos membros das nossas forças, deter as provocações desnecessárias da administração e exigir que o Irã para com sua violência".

 

Segundo Pelosi, "os Estados Unidos e o mundo não podem se permitir a guerra".

 

O congressista Eliot Engel, presidente do Comitê de Relações Exteriores, disse à CNN que os ataques "podem muito bem" significar que os Estados Unidos estão em guerra.

 

O ataque derrubou as Bolsas asiáticas na manhã de quarta-feira.

 

Por volta das 10H15 local, a Bolsa de Tóquio recuava 2,44%, Hong Kong perdia 1,35%, Xangai, 0,47%, e Shenzhen, 0,63%.

 

Já os preços do petróleo subiam com força no marcado asiático. O barril do WTI era cotado a 65,54 dólares, em alta de 2,84 dólares ou 4,53%.



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