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Estado de Minas

Cerca de meio bilhão de animais foram mortos nos incêndios florestais da Austrália

Já foram destruídos mais de 5 milhões de hectares de terra; 17 pessoas morreram e ao menos 18 estão desaparecidas


postado em 03/01/2020 15:56 / atualizado em 08/01/2020 15:42

(foto: PETER PARKS / AFP)
(foto: PETER PARKS / AFP)
Cerca de meio bilhão de animais foram mortos nos incêndios florestais que devastam a Austrália. A informação foi divulgada pela Universidade de Sydney. Desde setembro do ano passado, foram destruídos mais de 5 milhões de hectares de terra e 17 pessoas foram mortas. São 1,4 mil desabrigados e 18 pessoas estão desaparecidas.

Os cientistas acreditam que mais de 480 milhões de mamíferos, aves e répteis foram vítimas do fogo. Os incêndios começaram em setembro, mas se intensificaram no final de 2019.  A estimativa é de que quase 8 mil coalas foram queimados na costa norte do país.

O Corpo de Bombeiros calcula que haja 110 focos de incêndio espalhados, principalmente nos estados de Nova Gales do Sul e Victoria. A região é a mais conhecida por ser habitat de coalas, com mais de 28 mil animais da espécie. 

Um dos grandes motivos pela maior morte dos coalas é pela sua baixa capacidade de locomoção. Os especialistas explicam que eles não são ágeis o suficientes para fugir dos fogo. Outro fato é de que estes animais se alimentam de folhas de eucalipto o que faz deles altamente inflamáveis por conta do olho.

De acordo com o Daily Mail da Austrália, várias cidades já estão sem combustível e sem água. Em 25 localidades não é possível mais se comunicar por internet ou celular.

O primeiro ministro da Austrália, Scoot Morrison, visitou as principais de área de incêndio e foi recebido com hostilidade pelos moradores que pediram a retirada dele do governo.

Em resposta aos ataques, Morrison disse para ABC que entende a insatisfação do povo.“Eles perderam tudo e ainda têm que enfrentar dias perigosos pela frente. Meu trabalho é garantir que estamos fazendo tudo para que passem por isso com o apoio do Estado”, afirmou.
 
*A estagiária está sob supervisão da editora-assistente Vera Schmitz


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