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Estado de Minas

Grupo armado mata 20 em ataque na República Democrática do Congo


postado em 30/12/2019 19:19

Vinte civis morreram na madrugada de domingo para segunda-feira (30) em um ataque do grupo Forças Democráticas Aliadas (ADF) em Beni, leste da República Democrática do Congo (RDC), informaram autoridades locais.

"Houve uma incursão das ADF em Apetina-Sana na noite de domingo para segunda-feira. Essas ADF mataram com arma branca 18 civis", declarou à AFP Donat Kibwana, administrador do território de Beni.

"Suspendemos as buscas porque anoiteceu. Vamos retomá-las amanhã (terça). Encontramos outros dois corpos. O balanço é, portanto, de 20 corpos", declarou à AFP Lewis Salikoko, um dos encarregados da sociedade civil de Oicha, que supervisiona as buscas.

No ataque, várias casas foram incendiadas. "Contudo, as autoridades já tinham sido postas em alerta desde domingo à noite pela presença de homens suspeitos no oeste de Oicha", lamentou Teddy Kataliko, um dos responsáveis da rede de organizações da sociedade civil de Beni.

"Continuamos a pedir às Forças Armadas da RDC (FARDC) que lancem operações pelo oeste a fim de salvar os civis", acrescentou.

Apetina-Sana é uma localidade situada 16 km a oeste de Oicha, capital do território de Beni, que fica na rodovia nacional número 4, no que os habitantes chamam de "triângulo da morte": Mbau-Eringeti-Oicha.

Desde 28 de novembro, o chefe do Estado-Maior das FARDC, o general Célestin Mbala, está instalado com sua equipe em Beni. Outro general do Exército, John Numbi, inspetor-geral das FARDC, ligado ao ex-presidente Joseph Kabila, foi enviado como reforço alguns dias depois.

Originariamente, as ADF são rebeldes muçulmanos ugandeses que se instalaram em 1995 no leste do atual Congo para efetuar ataques contra Kampala.

Atualmente já não atacam a vizinha Uganda e se instalaram entre a população congolesa. São acusados de ter massacrado centenas de civis na região de Beni desde outubro de 2014.

Desde o lançamento, em 30 de outubro, de operações militares contra seus bastiões, mataram mais de 200 civis, segundo uma contagem feita por organizações locais da sociedade civil.

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