Publicidade

Estado de Minas

AMLO reconhece violência no México e reitera mensagem anticorrupção em discurso


postado em 01/09/2019 17:55

O presidente do México, Andrés Manuel López Obrador, reiterou neste domingo sua mensagem anticorrupção e de austeridade em seu primeiro relatório de governo, mas admitiu uma onda de violência crescente no país e uma economia estagnada.

"A essência de nossa proposta consiste em transformar a honestidade e a austeridade em forma de vida e de governo", disse o presidente, conhecido como AMLO, em um discurso do Palácio Nacional na Cidade do México.

"Nada prejudicou mais o México que a desonestidade dos governantes. Essa é a principal causa da desigualdade econômica e social e da insegurança e da violência da qual padecemos", acrescentou.

Em seguida, o mandatário reconheceu que o país continua com níveis elevados de insegurança - dias depois de 29 pessoas morrerem em um ataque a um bar em Coatzacoalcos, no violento estado de Veracruz (leste).

"Ainda sofremos de insegurança e violência, acho que devido à má estratégia aplicada desde o início", disse ele, referindo-se ao destacamento militar feito pelo então governo de Felipe Calderón (2006-2012) para conter os violentos cartéis da droga.

Nesse sentido, López Obrador insistiu em seu compromisso de acabar com a violência. Ele explicou que sua estratégia consiste em "que haja bons empregos e salários" e na criação da Guarda Nacional, um órgão de segurança formado principalmente por militares que começaram a ser implantados em todo o país.

- Economia estagnada -

O mandatário também reconheceu que a economia do México, a segunda maior da América Latina, está "crescendo pouco", embora a atividade econômica tenha ficado estagnada no segundo trimestre do ano.

"A economia está crescendo pouco, isso é certo, mas não recessão. Além disso, agora a distribuição da receita é menos injusta, ou seja, há mais desenvolvimento e mais bem-estar", declarou.

Enquanto AMLO fazia o informe, centenas de pessoas protestavam na avenida Reforma, convocadas por políticos opositores, sociedade civil e acadêmicos.

"Há uma decomposição institucional pelo retorno da vontade suprema, da vontade de uma única pessoa que também não fala a verdade. Parece que há um festival de mitomania todas as manhãs", disse à AFP o político Fernando Belauzarán. ex-deputado do Partido da Revolução Democrática (PRD).


Publicidade