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Estado de Minas

Samsung e Huawei são criticadas na China por posição sobre Hong Kong


postado em 14/08/2019 12:25

Samsung e Huawei receberam várias críticas de nacionalistas chineses, nesta quarta-feira (14), que acusam ambas as empresas de manterem posições suspeitas sobre Hong Kong e Taiwan e de tratarem estes territórios como países independentes.

Maior fabricante mundial de smartfones, a Samsung é criticado por oferecer a seus usuários a possibilidade de escolher Hong Kong e Taiwan como países separados da China. Para alguns internautas, esta pode ser uma ameaça para a unidade do gigante asiático.

Em sua página on-line, a Samsung oferece a seus clientes a possibilidade de escolher o lugar onde vivem, uma lista na qual aparecem nomes de países independentes, mas também estados associados como Porto Rico (aos Estados Unidos).

Conhecido como "Lay", o cantor chinês Zhang Yixing decidiu romper sua colaboração comercial com o grupo sul-coreano, acusando-o de "ferir os sentimentos dos chineses".

Os setores nacionalistas chineses também não pouparam críticas à Huawei, exaltada até então como uma joia nacional após ser alvo de sanções americanas.

O número dois do mundo no mercado de smartfones é criticado pela forma como apresenta Taiwan e Hong Kong na seleção de fuso horário de seus aparelhos da série P.

Os habitantes na capital taiwanesa, Taipé, devem clicar na opção "Taipé, Taiwan".

"A Huawei transformou Taiwan em um país. É inaceitável", reclamou um internauta no Weibo.

"Por que as empresas chinesas não conseguem respeitar as leis do nosso país?", lamentou outro indignado usuário desta rede social.

Procuradas pela AFP, nenhuma das duas companhias quis comentar a polêmica.

Várias empresas ocidentais, como os grupos de luxo Givenchy, Coach, Versace, ou Swarovski, já foram acusadas de insinuar em seus produtos, ou publicidade, que Hong Kong é um país independente.

Depois de dois meses de intensas manifestações dessa megalópole do sul da China, o nacionalismo chinês se mostra bastante sensível em relação ao status desta ex-colônia britânica.


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