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Estado de Minas

Guatemala aguarda resultado da eleição presidencial


postado em 17/06/2019 06:55

Os guatemaltecos aguardam os resultados das eleições de domingo para conhecer o próximo presidente, que deve liderar o país na luta contra a pobreza, a corrupção e a violência, mas tudo indica a necessidade de um segundo turno.

Os resultados parciais publicados pelo Tribunal Supremo Eleitoral (TSE) na madrugada de segunda-feira mostram a liderança da social-democrata Sandra Torres e antecipam um segundo turno em 11 de agosto.

Após a apuração de 49% das urnas, Torres, da Unidade Nacional da Esperança (UNE), tinha 23,98% dos votos, à frente do candidato de direita Alejandro Giammattei (partido Vamos), com 15,07%.

Sandra Torres, ex-primeira-dama, demonstrou confiança ao votar no domingo: "Sou otimista, trabalhamos duro, serei a primeira mulher presidente do país".

Se a tendência for confirmada, nenhum candidato vai superar 50% dos votos e o país organizará um segundo turno.

A dispersão dos votos imporá ao candidato vencedor um desafio de governabilidade, mas os questionamentos ao processo eleitoral serão um desafio de legitimidade, segundo analistas.

Mais de 8,1 milhões de guatemaltecos estavam registrados para votar e escolher o sucessor do impopular presidente Jimmy Morales, 340 prefeitos e 160 deputados para o período 2020-2024, assim como 20 representantes ao Parlamento Centro-Americano.

Pela primeira vez, os guatemaltecos residentes nos Estados Unidos tiveram a possibilidade de votar, mas apenas para presidente.

O analista político independente Daniel Haering afirmou que "apesar de o processo eleitoral ter registrado incidentes de violência, estes foram poucos e o balanço da votação é positivo".

A campanha, no entanto, foi marcada pela exclusão da ex-procuradora-geral Thelma Aldana, uma das favoritas nas pesquisas e líder da luta contra a corrupção, por supostas irregularidades cometidas quando comandava o Ministério Público (2014-2018).

Além disso, a justiça vetou a candidatura de Zury Ríos, filha do falecido ditador Efraín Ríos Montt, por um dispositivo constitucional que impede a postulação de parentes diretos de pessoas que participaram em golpes de Estado.

Haering considera que processo vai impor um "desafio de legitimidade" ao próximo presidente.

Além da dispersão dos votos, Christian Castillo, analista político do Instituto de Problemas Nacionais da Universidade de São Carlos, destacou que o próximo chefe de Estado terá o desafio de "fazer pactos sérios com diferentes setores, empresariais, sociais e acadêmicos, para conquistar a governabilidade".

"A governança no próximo mandato será crucial, porque agora não se pode prescindir de ninguém. Todos têm uma cota de poder", disse.

Os principais desafios da Guatemala incluem a geração de empregos e a diminuição da pobreza, que afeta 59% dos habitantes e força milhares a emigrar para os Estados Unidos.

Muitos se uniram a caravanas migratórias desde 2018, o que provocou uma crise regional e a irritação do presidente americano, Donald Trump.

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