Publicidade

Estado de Minas

Catedral de Notre Dame é o monumento mais visitado de Paris

Construção parisiense recebe cerca de 14 milhões de visitantes todos os anos. Destaque para as estátuas, vitrais e gárgulas em sua arquitetura


postado em 15/04/2019 16:48 / atualizado em 16/04/2019 08:55

(foto: Norbert Oriskó /Pixabay /Reprodução)
(foto: Norbert Oriskó /Pixabay /Reprodução)
Quando se pensa em Paris, monumentos como a Torre Eiffel, o Arco do Triunfo ou o Museu do Louvre são os primeiros que vêm à mente. No entanto, com mais de 13 milhões de visitantes por ano, a Catedral de Notre Dame, ou Nossa Senhora de Paris, é a que mais se destaca entre as inúmeras atrações que a Cidade-Luz proporciona a seus turistas.

Localizada na Île de la Cité, uma pequena ilha no Centro de Paris, rodeada pelas águas do Rio Sena, a Catedral de Notre Dame é um dos pontos turísticos mais visitados da capital francesa e que representa boa parte da história cultural e simbólica do país. É o marco zero de Paris, servindo como base para o cálculo das distâncias entre a capital e as demais cidades francesas.

(foto: Soraia Piva/EM/D.A Press )
(foto: Soraia Piva/EM/D.A Press )

As obras de construção da Catedral de Notre Dame foram iniciadas em 1163, em homenagem à Maria, mãe de Jesus Cristo, e foi concluída 180 anos depois, em 1345. Em estilo gótico, a catedral encanta os visitantes pela imponência e beleza tanto interna quanto externamente. Já na entrada, três portões de tamanhos diferentes recepcionam os turistas: à direita, o Portal Santa Ana, dedicado a mãe de Maria; à esquerda, o Portal da Virgem, como homenagem a mãe de Jesus Cristo e, ao centro, o Portal do Julgamento, com detalhes mostrando o dia do juízo final. Em cada um dos quatro pilares que ladeiam os três grandes portais da igreja há uma estátua. A catedral tem 69 metros de largura e 139 metros de comprimento. 
 
Na fachada principal, 28 estátuas representam os antigos reis de Israel, que muitos visitantes confundem com representações de reis franceses. Durante o período da Revolução Francesa, a catedral que ficou conhecida como o Templo da Razão, teve as cabeças das estátuas decepadas e reconstituídas posteriormente, mas sem a pintura original.
 
De longe, é possível ver as duas torres da catedral, local em que estão abrigados os poderosos sinos de Notre Dame. A igreja chegou a contar com 20 deles, que ecoavam por toda a capital parisiense. Hoje, o monumento tem cerca de 10, sendo oito na torre norte, e dois na torre sul. O sino mais antigo e mais pesado foi batizado de Emmanuel e pesa cerca de 13 toneladas.


Para os turistas mais dispostos, subir os quase 400 degraus até a torre era a oportunidade de se deslumbrar com a Paris vista do alto. Uma cena de encher os olhos. Já dentro da Notre Dame, a estética chamava a atenção. Os três vitrais, as rosácesas, representam um marco para a arquitetura do local. O maior deles, com cerca de 13 metros de diâmetro, ilumina o interior da igreja de forma magnífica devido ao prisma que se forma quando a luz solar incide no vidro. Além das janelas de rosas, as gárgulas – usadas para facilitar o escoamento de água da chuva – e as 56 quimeras impressionam. Mas, mais que essa função, as imagens assustadoras, muitas com caras demoníacas, eram consideradas protetoras e tinham o poder simbólico de afastar o mal.
 
(foto: Moyan Brenn/Wikipedia/Reprodução)
(foto: Moyan Brenn/Wikipedia/Reprodução)
 
 
Além da beleza arquitetônica, a catedral ocupa um lugar importante na história política parisiense. Foi em seu interior que Napoleão Bonaparte foi coroado imperador, em 1804, e que Joana D’Arc foi beatificada, em 1909. Na ponta da ilha, onde hoje é a Praça Verte-Galant, o último grão-mestre templário, Jacques de Molay, após sete anos na prisão, foi queimado vivo. O julgamento ocorreu na Praça Paris, em frente à catedral.
 
 


Publicidade