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Estado de Minas

Bolsonaro manterá 'por ora' o Brasil no acordo climático de Paris


postado em 14/01/2019 20:25

O presidente Jair Bolsonaro concorda "por ora" em manter o Brasil no Acordo de Paris sobre o Clima, declarou nesta segunda-feira (14) o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles.

"Por ora, a participação do Brasil está mantida", disse Salles durante um ato em São Paulo.

"Há pontos importantes no acordo que a gente quer valorizar, como aqueles que podem trazer recursos financeiros para o pais", declarou Salles, em declarações reproduzidas pela Agencia Brasil.

Bolsonaro, que assumiu o poder em 1º de janeiro, foi eleito com um discurso 'antiglobalista' e com um desejo de alinhamento com o americano Donald Trump, um 'cético do aquecimento global', que retirou seu país do Acordo de Paris.

No começo de setembro, antes de sua eleição, Bolsonaro ameaçou dar esse passo, se a "soberania nacional" se visse comprometida. Mas semanas depois, recuou e prometeu buscar mudanças no texto.

As dúvidas voltaram a se acentuar quando, em dezembro, quando o governo brasileiro, ainda chefiado por Michel Temer, desistiu de sediar em 2019 a cúpula mundial do clima COP25, a pedido do próprio Bolsonaro.

Segundo o presidente, no Acordo está em jogo o controle brasileiro de uma região de 136 milhões de hectares, denominada "Triplo A", que vai dos Antes ao Oceano Atlântico, atravessando a Amazônia.

Uma iniciativa, proposta por uma organização de defesa do meio ambiente apoiada, durante seu mandato, pelo presidente colombiano, Juan Manuel Santos, propunha criar nestes territórios uma ampla zona de proteção ambiental com parques naturais, reservas indígenas e espaços com alto índice de biodiversidade.

Salles não detalhou que mudanças o governo de Bolsonaro poderia propor no texto, mas afirmou que vai "olhar com muito cuidado" para que o acordo não restrinja, por exemplo, "o gerenciamento do território".

"o Brasil tem autonomia, como todo país, e deve conseguir tomar conta do território de acordo com seus interesses e prioridades", acrescentou.


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