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Estado de Minas

Pesquisadores de Harvard acreditam que asteroide misterioso pode ser nave 'alienígena'

Inusitada 'aceleração excessiva' do objeto é um dos argumentos apontados neste estudo pelos astrônomos para explicar esta nova teoria


postado em 06/11/2018 15:58 / atualizado em 06/11/2018 16:34

O misterioso asteroide interestelar foi descoberto em outubro de 2017(foto: NASA/Facebook )
O misterioso asteroide interestelar foi descoberto em outubro de 2017 (foto: NASA/Facebook )

Dois cientistas do Centro de Astrofísica de Harvard acreditam que um objeto interestelar descoberto em 2017 no Havaí, o ‘Oumuamua’, pode ter sido enviado à Terra por alienígenas. A hipótese foi levantada em artigo publicado na última quinta-feira, quando os pesquisadores tentavam explicar a aceleração do objeto.

O misterioso objeto foi descoberto em outubro de 2017 por Rob Weryk, do Instituto de Astronomia de Honolulu, no Havai. Foi batizado de Oumuamua, que em havaiano quer dizer "mensageiro de muito longe que chega primeiro".

Inicialmente, o objeto de forma alongada, que se assemelha a um charuto, de cor avermelhada e com 400 metros de comprimento - 10 vezes mais que a sua largura - foi considerado um cometa, posteriormente um asteroide interestelar, mas agora surge a possibilidade de se tratar de uma nave alienígena enviada para investigar a Terra. Esta é a conclusão a que chegou um grupo de investigadores do Centro de Astrofísica de Harvard-Smithsonian, cujo trabalho foi publicado no The Astrophysical Journal Letters.


A inusitada "aceleração excessiva" do objeto é um dos argumentos apontados neste estudo pelos astrónomos para explicar esta nova teoria sobre o misterioso objeto, que saiu do nosso sistema solar em janeiro deste ano. "Considerando uma origem artificial, uma possibilidade é a de que o Oumuamua seja uma espécie de vela solar (nave cujo sistema de propulsão recorre à radiação), flutuando no espaço interestelar como um resíduo de um equipamento tecnológico avançado", explica um trecho do estudo de Abraham Loeb, professor e presidente de astronomia, e Shmuel Bialy, pós-doutor do Centro de Astrofísica Harvard-Smithsonian.

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