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Estado de Minas

Pescadores franceses e britânicos querem fim da 'guerra das vieiras'


postado em 31/08/2018 08:00

Envolvidos em uma disputa esta semana no Canal da Mancha, pescadores franceses e britânicos de vieiras vão-se reunir na próxima semana para buscar uma solução para o conflito - anunciou o ministro francês da Agricultura, Stéphane Travert, nesta sexta-feira (31).

"Vão-se reunir na próxima semana para estipular as bases de um acordo que permita voltar à situação normal", disse em entrevista à rádio Europe 1 o ministro francês, que se reuniu ontem com seu homólogo britânico, George Eustice.

A rivalidade entre los pescadores de ambos os países, que estão sujeitos a restrições distintas sobre a pesca deste apreciado molusco, alcançou um momento de tensão máxima na terça-feira, no Canal da Mancha.

Cerca de 40 embarcações francesas saíram ao mar à noite para impedir que os pescadores britânicos pegassem vieiras. O resultado foram brigas que incluíram o lançamento de pedras e manobras perigosas, com alguns navios se chocando contra os outros.

Com autorização para pescar este molusco apenas entre 1º de outubro e 15 de maio, os pescadores franceses querem que os britânicos, que não estão sujeitos a restrições, respeitem o mesmo calendário no Canal da Mancha.

"Para os britânicos, é 'open bar'! Pescam quando querem, onde querem", denunciou o presidente do comitê regional de pesca da Normandia, Dimitri Rogoff.

"Não queremos impedi-los de pescarem, mas que esperem pelo menos até 1º de outubro para que compartilhemos" as vieiras, afirmou.

A tensão entre os pescadores de vieiras de ambos os lados da Mancha existe há cerca de 15 anos.

"Há 15 anos, os pescadores ingleses, escoceses e irlandeses aumentaram consideravelmente suas atividades", alega Rogoff.

Nos últimos cinco anos, foram concluídos acordos anuais para apaziguar as relações, mas este ano os franceses se negaram a assiná-los.

Do outro lado da Mancha, um porta-voz da organização pró-Brexit Fishing for Leave denunciou "a hipocrisia" dos pescadores franceses que, junto com outros europeus, ficaram com "60% do pescado presente nas águas britânicas" nos últimos 40 anos.


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