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Estado de Minas

Parlamento venezuelano pede que se ignore ordem de prisão contra Borges


postado em 09/08/2018 19:24

O Parlamento venezuelano, controlado pela oposição, pediu à comunidade internacional que ignore a ordem de captura contra o deputado opositor Julio Borges, emitida pelo Supremo Tribunal por seu suposto envolvimento no atentado contra o presidente Nicolás Maduro.

A Assembleia Nacional declarou que a medida contra Borges, que se encontra no exilio, "é de natureza política e não deve ser reconhecida por qualquer tribunal estrangeiro".

O Legislativo também qualificou de "desaparecimento forçado" a detenção, na terça-feira, do parlamentar opositor Juan Requesens, também acusado de participar do complô, e exigiu sua "libertação imediata".

Maduro acusa os dois deputados de planejarem o ataque com drones carregados de explosivos que supostamente tentaram matá-lo no sábado passado, durante uma parada militar.

Na quarta-feita, o Supremo Tribunal de Justiça (TSJ) decretou a prisão de Borges por tentativa de "homicídio intencional qualificado".

O Supremo também declarou "procedente" julgar Requesens, detido pelo serviço de inteligência na noite de terça-feira.

Imediatamente, a Assembleia Constituinte retirou a imunidade parlamentar de Borges e Requesens.

"Apenas a Assembleia Nacional tem competência para retirar a imunidade" parlamentar, destacaram os deputados, que nesta sexta-feira comparecerão à sede da Organização dos Estados Americanos (OEA) em Caracas para entregar a declaração.

"Requesens e Borges não têm nada que ver com estes fatos. Amanhã vamos consignar junto à OEA a declaração", declarou a parlamentar Delsa Solórzano.

Na cadeira de Requesens no Parlamento os deputados colocaram um cartaz com a frase "desaparecido ou sequestrado pelo Sebin" (servicio de inteligência).

O vice-presidente do Parlamento, Alfonso Marquina, denunciou que as autoridades não têm permitido que advogados e familiares se comuniquem com o deputado.

"Estão violando o direito de todos os venezuelanos. Hoje é um momento de união, não se pode permitir que qualquer venezuelano morra nas mãos do regime", disse em um discurso no Parlamento a líder estudantil e irmã do deputado Rafaela Requesens.

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