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Estado de Minas

Maduro denuncia campanha de 'chantagem' dos EUA contra Venezuela na OEA


postado em 04/06/2018 20:30

O presidente venezuelano, Nicolás Maduro, denunciou nesta segunda-feira (4) que os Estados Unidos mobilizaram uma campanha de "chantagem e ameaça" contra os governos da região para que aprovassem uma resolução para suspender a Venezuela da OEA.

"Nestas semanas, o governo dos Estados Unidos tem desenvolvido uma campanha criminosa e macabra de chantagem e ameaça a todos os governos da América Latina e do Caribe (...) Cada vez que se aproxima uma assembleia geral da OEA vemos o mesmo filme", disse Maduro.

Segundo o presidente, Washington ameaçou esses países de retirar "ajudas econômicas, possibilidades de financiamento (...), fluxos de turismo" e com represálias a seus migrantes nos Estados Unidos.

Maduro ratificou a sua decisão de retirar a Venezuela da OEA, um processo iniciado no ano passado e que terminará em abril de 2019.

"Nós denunciamos à OEA e deixamos a OEA, o ministério das colônias, saíamos da OEA, (foi) ratificado, já se foram 13 meses dos 24 que temos que esperar para que seja efetivo. Quando a Venezuela sair da OEA vamos fazer uma grande festa nacional", expressou.

O governante afirmou que "o imperialismo está obcecado" com o país petroleiro porque quer tomar as suas riquezas naturais. "Vamos sair bem, vitoriosos nesta batalha", acrescentou em um congresso do Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV).

Os Estados Unidos e outros seis países apresentaram nesta segunda-feira a possibilidade de iniciar o procedimento para suspender a Venezuela da Organização dos Estados Americanos (OEA) por ruptura da ordem democrática, segundo um documento debatido na 48ª assembleia do organismo em Washington.

O texto apresentado por Brasil, Estados Unidos, Argentina, Canadá, Chile, México e Peru deve ser votado na terça-feira no plenário da assembleia, e foi rechaçado pelo chanceler venezuelano, Jorge Arreaza, como "um ato de ingerência".

Esses países não reconhecem os resultados das eleições presidenciais de 20 de maio, nas quais Maduro foi reeleito, alegando que o processo é ilegítimo.

O documento debatido na OEA propõe a aplicação dos mecanismos previstos na Carta Democrática Interamericana quando há uma "alteração da ordem constitucional que afeta gravemente" a ordem democrática de um Estado-membro.

Para aprovar uma resolução na OEA é necessário ter uma maioria simples, ou seja, 18 votos.

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