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Estado de Minas

O carnaval do Rio brilha com as escolas de samba


postado em 11/02/2018 21:54

O momento mais esperado do Carnaval do Rio de Janeiro chegou, com o início neste domingo do desfile das maiores escolas de samba para um espetáculo cheio de ritmo, penas e purpurina no Sambódromo, diante de mais de 72 mil espectadores.

Império Serrano, uma das escolas mais tradicionais, com nove títulos, abriu os trabalhos, com a China como tema, em seu retorno à elite do Carnaval após oito anos de ausência.

Os primeiros carros alegóricos representam um pagode monumental, seguido de dois dragões dourados de cabeça articulada.

Madrugada adentro, sete das treze escolas do grupo especial encantarão o público com seus enormes carros alegóricos, afinadas baterias e fantasias extravagantes.

O desfile, mundialmente famoso, não é apenas um espetáculo colorido, mas também uma competição disputadíssima: cada escola é avaliada por um júri, que analisa com precisão a qualidade da música, os figurinos e o tema escolhido por cada agremiação, entre outros critérios.

O trabalho de um ano inteiro é julgado em menos de uma hora de exibição.

"É como se entrássemos no Maracanã para disputar uma final. Todo mundo aplaude, é mágico", conta emocionado Jorge Alves, de 55 anos, que desfila pela Império Serrano.

"É uma das maiores emoções possíveis. No início, a gente fica cego pelas luzes e depois é só arrepio do início ao fim", ressalta Raquel Oliveira, de 35 anos, desfilando pela mesma escola.

No ano passado, foram coroadas duas escolas que terminaram empatadas e que voltam para defender seu título. A Mocidade será a última a desfilar neste domingo e a Portela será a segunda na segunda-feira, o segundo dia dos desfiles.

Este ano, excepcionalmente, treze escolas desfilarão ao invés de doze. Nenhuma foi rebaixada no último Carnaval devido a dois acidentes graves durante o desfile que causaram a morte de uma jornalista e deixaram vários feridos.

A segurança foi reforçada para esta edição e os condutores dos carros alegóricos deverão ser submetidos, pela primeira vez, ao bafômetro antes do evento.

"Este ano, os controles estão mais rigorosos. Tudo passou pelo crivo para não ter nenhum problema. O bafômetro foi uma boa ideia, assim temos a certeza que o condutor não vai beber", explica à AFP Felipe Gomes, responsável por um carro alegórico da Vila Isabel.

- Menos dinheiro, mais criatividade -

Este ano, as escolas tiveram que aprimorar sua criatividade para não diminuir a qualidade de seus desfiles depois que o governo reduziu pela metade os subsídios municipais.

O prefeito do Rio, Marcelo Crivella, usou a crise financeira para justificar esse corte. Mas os fanáticos pelo Carnaval apontam o fato de o ex-bispo evangélico não comungar com esta festa de excessos e o acusam de ir contra uma tradição sagrada que atrai mais de um milhão de turistas e gera mais de 1 bilhão de dólares para o Rio.

Depois de ser acusado de querer estragar a festa devido a suas convicções religiosas, Crivella adotou um tom mais conciliador e admitiu na sexta-feira que o feriado poderia "restaurar o otimismo" em uma cidade afetada pela violência e pela crise financeira.

Mas não estará presente na Marquês de Sapucaí, quando a Mangueira desfilar com seus versos provocadores: "Pecado é não se divertir no carnaval".

Do lado de fora do Sambódromo, milhões de entusiastas continuarão a desfilar nos blocos de rua, que atraem multidões a qualquer hora do dia.

No sábado, mais de um milhão de pessoas se reuniram no centro da cidade para o desfile do "Bola Preta", que completou 100 anos.

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