
No sábado, cerca de 60 mil vistos foram revalidados e companhias aéreas voltaram a embarcar passageiros oriundos dos países muçulmanos para os Estados Unidos. No mesmo dia, Trump foi ao Twitter fazer um desabafo. "Que país estamos nos tornando quando um juiz detém uma proibição de viagens que ameaçam a segurança nacional e deixa qualquer pessoa, mesmo com más intenções, podendo entrar nos EUA?", escreveu. Mais cedo, ele já havia criticado a decisão do juiz federal como "ridícula" e afirmado que ela seria anulada.
Trump também usou o Twitter para reclamar de outros países. Segundo o presidente americano, "os países cobram impostos ou tarifas de empresas americanas enquanto os EUA cobram nada ou muito pouco. Devemos cobrar o mesmo que eles nos cobram!".
Protestos
No sábado, manifestantes tomaram as ruas ao redor do mundo pelo terceiro fim de semana consecutivo para protestar contra o novo governo dos Estados Unidos e contra as medidas adotadas pelo novo presidente do país, Donald Trump. Em Washington, manifestantes marcaram a Casa Branca como ponto de encontro e gritaram frases de protesto como "nenhum ódio, nenhum medo, os refugiados são bem-vindos aqui".
A proibição de Trump contra imigrantes de sete países e contra refugiados sírios muçulmanos continuou sendo um dos principais temas dos manifestantes. Na Virgínia, uma das presentes carregava um cartaz que dizia "podemos fazer isso todos os fins de semana", referindo-se aos protestos anti-Trump.
Em Los Angeles, no aeroporto internacional da cidade, cerca de 150 pessoas se reuniram em frente ao terminal internacional para protestar contra o decreto anti-imigração do presidente americano e contra outras políticas implementadas pelo republicano. Já em Nova York, o senador democrata Chuck Schumer, criticado por Trump no Twitter durante a semana, criticou a escolhida do bilionário para comandar o Departamento de Educação, Betsy DeVos, e disse que a população deveria despejar Trump ("bump Trump").
Outros países do mundo também registraram protestos contra o presidente americano. Em Londres, milhares de pessoas pediram que o governo britânico retire o seu convite para Trump sobre uma visita de Estado que o bilionário pretende fazer ao Reino Unido e à rainha Elizabeth II ainda em 2017.
Protestos contra Trump também foram ocorreram na França, Austrália, Indonésia, Filipinas, Índia e Alemanha.
