A votação desta terça-feira, que levará Donald Trump ou Hillary Clinton à Casa Branca, é o desfecho de um processo complexo, que dura desde o início do ano. O sistema americano, de voto por meio do colégio eleitoral, foi criado no século 18 pelos fundadores dos Estados Unidos, que se diziam preocupados com a possibilidade de os cidadãos não terem bom julgamento no momento de eleger seu presidente.
Antes mesmo do 8 de novembro, mais de 27 milhões de americanos já votaram, boa parte delas sem ter de ir às urnas, por causa do sistema de early voting, que garante votação antecipada, presencial ou por correio. Esse método assegura o comparecimento dos eleitores que não podem deixar o trabalho e evita a formação de grandes filas no grande dia da eleição — que, desde 1845, sempre é marcada para a terça imediatamente após a primeira segunda-feira de novembro.
O sistema de votação a distância é que permite ao cidadão norte-americano votar no exterior. O interessado precisa pedir a cédula com antecedência. O voto é contabilizado no distrito onde o eleitor manteve residência pela última vez. Em 39 estados, por sinal, a participação no processo eleitor é possível ainda que o cidadão jamais tenha morado nos Estados Unidos, desde que tenha cidadania.
Veja como funcionam as eleições americanas:

