Pelo menos sete pessoas morreram, e outras dez ficaram feridas, nesta segunda-feira, na explosão de um carro-bomba na entrada de Villa Somalia, um complexo ultrasseguro que abriga o gabinete do primeiro-ministro em Mogadíscio - informou uma autoridade das forças de segurança somalis.
Não há registro de combates, ou de tentativa de invasão em Villa Somalia por parte de homens armados após a explosão, que não foi reivindicada por qualquer grupo até o momento. Em geral, os islamitas rebeldes shebab utilizam um carro-bomba. O motorista suicida lança o veículo contra um prédio, ou complexo, que depois é atacado por homens armados, a pé.
"Sobre o balanço, sete pessoas morreram, e mais de dez ficaram feridas", declarou à imprensa Abdifatah Halan, porta-voz do governo regional de Banadir, região que integra a capital Mogadíscio.
Segundo Halan, "a maioria dos mortos e feridos era civil".
No balanço anterior, o número era de cinco mortos e 13 feridos.
"Foi um carro-bomba", havia dito à AFP Ahmed Dahir, das forças de segurança somalis.
Mais cedo, a testemunha Ali Ahmed havia dito à AFP que "a explosão aconteceu entre a entrada principal (de Villa Somalia) e um hotel próximo".
"Vi uma nuvem de fumaça subindo", contou, acrescentando que a explosão foi "muito forte".
Os shebab ainda controlam amplas zonas rurais, onde cometem ações guerrilheiras, ou atentados - inclusive na capital - contra símbolos do frágil governo somali, ou contra a Força da União Africana (UA) na Somália (Amisom), que o apóia.
O último atentado shebab em Mogadíscio remonta a 22 de agosto. Quatro civis morreram, e pelo menos dez ficaram feridos na explosão de outro carro-bomba perto de um posto policial e de um acampamento de deslocados.
