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Estado de Minas

Credores da Grécia consideram plano de reformas insuficiente


postado em 02/06/2015 15:40

Os credores da Grécia consideram insuficiente o último plano de reformas apresentado pelo governo grego, que precisa urgentemente de recursos para evitar a moratória.

"Foram registrados avanços, mas são realmente insuficientes", declarou o presidente do Eurogrupo e ministro da Economia da Holanda, Jeroen Dijsselbloem, em entrevista à rede de televisão privada holandesa RTL.

Uma porta-voz da Comissão Europeia assegurou, nesta terça-feira, que é muito cedo para falar em acordo entre a Grécia e o Fundo Monetário Internacional, o Banco Central Europeu e a Comissão Europeia.

Após uma reunião entre os credores em Berlim, na segunda-feira à noite, Atenas anunciou a entrega de uma cópia revisada com suas propostas.

"Um plano completo" de reformas foi enviado na segunda-feira à noite à UE, ao BCE e ao FMI, encarregados da assistência financeira ao país desde 2010, declarou o primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras.

Tsipras, que não deu detalhes sobre as 46 páginas de medidas orçamentárias e de reformas, classificou de "realistas" as propostas para salvar o país da crise econômica e social.

Uma fonte do governo informou que as propostas estão alinhadas àquelas que o primeiro-ministro esboçou em um artigo de opinião publicado pelo jornal francês Le Monde neste fim de semana.

Tsipras enumerou os compromissos que seu governo está disposto a assumir: superávits primários (sem contar o serviço da dívida) mais baixos do que o previsto para 2015 e 2016 contudo mais altos do que para os anos seguintes, uma grande reforma do IVA (imposto sobre valor agregado), a reforma da previdência social, a supressão das aposentadorias antecipadas, processos de privatização.

Em troca, insistiu na necessidade de não desmantelar mais a legislação trabalhista, e não proceder a novas reduções das aposentadorias.

A ala mais a esquerda do partido Syriza de Tsipras, que chegou ao poder em janeiro, multiplica as advertências sobre as grandes concessões.

"Se o acordo é ruim para o governo, o povo e o país, nem sequer será submetido ao parlamento... haverá eleições", alertou nesta terça-feira o secretário de Estado de seguro social, Dimitris Stratoulis.

Avanços "sérios"

Para a Comissão Europeia, é um "bom sinal" que tenha havido uma troca de documentos de trabalho entre Bruxelas e Atenas, embora não haja confirmação sobre um plano de reformas preciso. O comissário para Assuntos Econômicos, Pierre Moscovici, falou em "avanços sérios", em particular, no que se refere aos espinhosos temas do sistema de aposentadorias e do IVA.

Mas ainda há um "caminho a percorrer" para um acordo, acrescentou. "Não alcançamos ainda", disse Annika Breidthardt, porta-voz da Comissão encarregada de Assuntos Econômicos.

Duas fontes europeias próximas às negociações reiteraram nesta terça-feira "a determinação política" para avançar em um acordo, quem sabe a partir desta semana. Segundo uma destas fontes, existe uma mudança de ambiente nessas discussões entre as duas partes que parecem se entender um pouco melhor.

Os especialistas técnicos do Eurogrupo que reúne os ministros da Economia da zona do euro farão um balanço nesta quarta-feira durante uma conferência telefônica antes de reunir-se na próxima semana.

Sinal dessa determinação é o encontro que protagonizaram, na segunda-feira em Berlim, a chanceler alemã, Angela Merkel, o presidente francês, François Hollande, e os principais protagonistas do dossiê grego: a diretora-gerente do FMI, Christine Lagarde, o presidente do Banco Central Europeu, Mario Draghi, e o presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker.

A Grécia corre contra o tempo para chegar a um acordo já que na sexta-feira terá que pagar 300 milhões de euros ao FMI, a primeira parte do total de 1,6 bilhão de euros que deverá pagar em junho à instituição.

As autoridades acreditam que seus credores darão sinal verde para as reformas e que, assim, o país conseguirá o desbloqueio de uma injeção de 7,2 bilhões de euros dos créditos outorgados desde de 2010.

O Eurogrupo alertou, contudo, que é impossível que haja um desbloqueio nessa semana.


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