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Estado de Minas

Para Obama, controle de armas é necessário para evitar mais mortes de crianças


postado em 07/02/2013 19:52 / atualizado em 07/02/2013 20:00

O presidente americano, Barack Obama, afirmou nesta quinta-feira que, embora os princípios dos donos de armas de fogo devam ser respeitados, é preciso adotar medidas para impedir a morte de mais crianças nos Estados Unidos por causa da violência decorrente de seu uso.

"Devemos ser conscientes das medidas que podemos tomar para pôr fim ao ciclo de violência com armas no país, e deveríamos fazê-lo mesmo sabendo que há diferenças regionais", explicou Obama aos congressistas democratas em uma conferência em Leesburg (estado da Virgínia, leste).

Obama admitiu a dificuldade política do debate sobre as armas, que com frequência coloca em lados opostos as áreas rurais - a favor da caça - e as áreas urbanas, mas que, embora essas diferenças devam ser respeitadas, é necessário fazer algo.

"As armas significam coisas distintas para uma pessoa que criada em uma fazenda de uma comunidade rural e (para) outra que cresceu na cidade", acrescentou.

Mas ao mesmo tempo, considerou: "a maioria dos donos responsáveis de armas reconhecem que não podemos nos permitir uma situação em que 20 das nossas crianças morram ou 100 das nossas crianças ou mil das nossas crianças sofram com tiroteios e sejam assassinadas de forma insensata".

Obama fez do seu compromisso de tomar medidas para combater a violência armada o ponto central de sua agenda para o segundo mandato, depois do massacre de 20 crianças e seis adultos, ocorrido em dezembro passado em Newton (Connecticut, leste), episódio que traumatizou o país e trouxe de volta à tona com mais força o debate sobre as normas para regulamentar o uso e a venda de armas de fogo.

Em 16 de janeiro, o presidente assinou uma série de decretos que estabelecem a obrigação de que os vendedores de armas verifiquem os antecedentes dos compradores e o compromisso dos organismos públicos em estudar novas formas de impedir que pessoas "perigosas" tenham acesso a armas, entre outros pontos.

Ao mesmo tempo, o presidente desafiou o Congresso a aprovar reformas duradouras da lei, inclusive a renovação e o fortalecimento da proibição de fuzis de assalto, e normas para tapar buracos legais que permitem que 40% das vendas de armas sejam feitas sem verificação de antecedentes.

Mas a esperança de que estas proibições sejam concretizadas é ofuscada pelo fato de que muitos legisladores da ferrenha oposição republicana e alguns democratas moderados travarão, nos dois casos em 2014, suas batalhas pela reeleição em estados que apoiam o porte de armas, razão pela qual apoiar uma legislação que o proíba poderia prejudicá-los eleitoralmente.


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