Pelo menos 32 pessoas morreram em confrontos sábado na cidade costeira de Port Said, no segundo dia de uma onda de violência iniciada na sexta-feira que deixou pelo menos 41 mortos no país. Veículos blindados e policiais militares foram mobilizados e centenas de pessoas ficaram feridas.
Na ocasião, espectadores foram esmagados e algumas testemunhas viram pessoas sendo jogadas de arquibancadas depois do jogo entre o Al Ahly, do Cairo, e a equipe local, o Al-Marsi. A torcida do time da capital participou ativamente de protestos contra o ex-presidente Hosni Mubarak na Praça Tahrir durante a Primavera Árabe.
No total, 73 pessoas foram julgadas por envolvimento no episódio no estádio de Port Said. Em março serão emitidas outras sentenças, segundo o juiz.
Os confrontos violentos no Egito começaram na sexta-feira, com manifestações para marcar o segundo aniversário da derrubada de Mubarak.
Os manifestantes acusam o atual presidente, Mohamed Morsi, e seus aliados da Irmandade Muçulmana de traírem os ideais da revolução contra Mubarak.
Nove pessoas foram mortas na violência na sexta-feira, a maioria na cidade de portuária de Suez, para onde o Exército também foi deslocado. Prédios do governo foram atacados nas quatro maiores cidades do país e uma sede da Irmandade foi incendiada.
