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Estado de Minas DOENÇA NA PRISÃO

Multiplicação de casos de tuberculose leva medo às celas da Dutra Ladeira

Penitenciária tem vagas para 1663 detentos, mas abriga mais de 2.300. Cinco casos confirmados de tuberculose foram registrados de janeiro a junho


06/08/2022 08:55 - atualizado 06/08/2022 10:46

penitenciária Antônio Dutra Ladeira em Ribeirão das Neves onde famíliares e aglomeram para as visitas na sua entrada
Familiares, detentos e funcionários estão preocupados com a multiplicação de casos de tuberculose (foto: Beto Magalhães/EM/D.A.Press)
A multiplicação de casos confirmados e suspeitos de tuberculose e até uma morte deixaram apreensivos os detentos, familiares e funcionários da Penienciária Antônio Dutra Ladeira, em Ribeirão das Neves, na Grande BH.

Segundo o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) a instituição tem vagas para 1663 detentos, mas abriga mais de 2.300. De acordo com a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), foram registrados cinco casos confirmados da doença nos pavilhões e celas da instituição correcional. A secretaria, contudo, não fala em surto.

Os pacientes confirmados foram examinados entre janeiro e junho de 2022. "Receberam o tratamento recomendado pelos órgãos de saúde e sanitários competentes. O tratamento é realizado em regime ambulatorial, com recebimento dos medicamento e supervisão diária", informou a Sejusp.

Os pacientes estão sob atendimento mensal da equipe de saúde da instituição, com transferências para hospitais adequados apenas em casos mais graves. O tratamento se dá na "modalidade TDO (Tratamento Diretamente Observado), que inclui o recebimento dos medicamentos, com supervisão diária. O TDO, além de garantir que os medicamentos sejam tomados de forma adequada, tem o objetivo de fortalecer o vínculo do doente com a equipe de saúde", afirma a Sejusp. 

O interno que morreu no dia 1º de agosto com sintomas similares a tuberculose foi Daniel Nogueira dos Santos, de 53 anos. Ele expectorava sangue, tossia muito, perdeu peso e teve calafrios. No dia 23 de julho deu entrada no Hospital São Judas Tadeu. Apesar dos sintomas a Sejusp informou que os exames para tuberculose foram negativos. A causa da morte ainda é desconhecida.

"A Unidade Prisional aguarda resultado de exames de escarro (tuberculose) dos custodiados apontados como contato direto do preso falecido. No entanto, os investigados não apresentam sintomas", informou a Sejusp.


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