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Estado de Minas MINAS

Queijarias da Serra da Canastra se modernizam para ganhar mercado

Instalações precárias dão lugar a novas construções


15/04/2022 22:24 - atualizado 15/04/2022 22:24

Nova queijaria em fase de acabamento. O projeto segue todas as normas dos órgãos de inspeção
Nova queijaria em fase de acabamento. O projeto segue todas as normas dos órgãos de inspeção (foto: Acervo pessoal)
Queijarias da Região da Serra da Canastra, em Minas Gerais, passam por melhorias para ganhar cada vez mais resultados. O Programa de Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) Agroindústria do Sistema FAEMG, tem papel importante. Em Vargem Bonita, há oito meses o produtor Kleber João Soares desenvolve ações dentro do Programa para a regulamentação da sua queijaria, bem como para a manutenção da qualidade e a abertura de novos mercados. Esse era um sonho antigo do produtor e de sua esposa Vitória, já que a antiga queijaria tinha instalações precárias.
 
Segundo o técnico do programa, Júlio César Moreira, todo o processo produtivo é adaptado de acordo com as normas sanitárias. Uma das etapas foi a construção da nova queijaria; um projeto desenvolvido por Júlio e a técnica especialista em Habilitação Sanitária Drielly Marcondes. Juntos, os técnicos desenvolveram a planta para que a construção fosse realizada de acordo com as especificações dos órgãos de inspeção.
 
“A evolução notória no caso do Kleber é o primeiro fruto do trabalho de habilitação sanitária que estamos realizando. Criamos um layout que atendesse ao sonho do casal e contemplasse os requisitos sanitários de processamento. Além da planta baixa, confeccionamos toda a documentação necessária para o registro do seu estabelecimento. Atualmente, a construção está sendo finalizada e o estabelecimento se encontra em processo de registro no Serviço de Inspeção Municipal”, disse Drielly.
 
Na área construída de 38m², o produtor terá condições de trabalhar com até 210 litros de leite/dia para a produção de 21 peças. A sala de maturação terá suporte para 294 peças com tempo mínimo de maturação de 14 dias. Atualmente, o produtor trabalha com 130 litros/dia para a produção de 15 peças.
 
Com a conclusão da obra, o próximo passo são as adaptações exigidas pelo Serviço de Inspeção. Depois dessa fase, seguem as demais etapas solicitadas pelo SIM (Serviço de Inspeção Municipal), como a criação da marca e registro do rótulo. Todas essas ações estão sendo desenvolvidas simultaneamente com a assessoria dos técnicos.
 
“Estamos em evolução. Juntamente com o produtor vamos adequar as normas do Serviço de Inspeção como o cercamento da queijaria, criar a marca e rótulo e na sequência buscar novos mercados para que o produtor possa sair da dependência dos atravessadores. Atualmente, a comercialização acontece na Região da Canastra”, disse Júlio.
 
Vale ressaltar que tanto na situação de Kleber, quanto nas dos demais produtores, a proposta de projeto é personalizada e concebida com base na realidade financeira, produtiva e edafoclimática de cada propriedade e, também, na legislação sanitária, para garantia de um alimento seguro.
 
A meta do produtor é crescer e produzir um queijo de melhor qualidade com mais facilidades no processo produtivo. “Esse programa veio para nos ajudar. Nosso crescimento acontece através dos técnicos que nos incentivam. Muito Obrigado”, disse Kleber.
 
Antiga queijaria
Antiga queijaria (foto: Acervo pessoal)
 


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