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Estado de Minas REAJUSTE

Protesto: forças de segurança desocupam MG-010 e liberam fluxo de carros

Agentes fecharam rodovia no entorno da Cidade Administrativa em protesto contra o índice de reajuste salarial ofertado pelo governador Romeu Zema


25/02/2022 14:43 - atualizado 25/02/2022 14:54

Manifestantes da segurança pública ocupam rodovia que dá acesso à Cidade Administrativa
Policiais começaram a ocupar a MG-010 no fim da manhã desta sexta (25) (foto: Edésio Ferreira/EM/D.A Press)
Manifestantes ligados às forças de segurança liberaram o fluxo de veículos na MG-010, no entorno da Cidade Administrativa, em Belo Horizonte. Os agentes ocuparam a rodovia por volta das 11h desta sexta-feira (25/2), em protesto pela recomposição, aos salários, das perdas inflacionárias. O bloqueio só terminou durante a tarde. Ainda há congestionamentos, mas o trânsito começa a ficar menos pesado.

Em que pese o fato de o governador Romeu Zema (Novo) ter oferecido reajuste de 10,06% a todas as categorias do funcionalismo, as entidades de classe ligadas à segurança pública cobram reposição de 24%, nos termos de um acordo firmado em 2019, mas posteriormente vetado.

Segundo organizadores do movimento, cerca de 5 mil manifestantes ocuparam a Cidade Administrativa gritando palavras de ordem e diversos recados."Se Zema não pagar, a polícia vai parar" foi o brado mais repetido.

Os reflexos do engarrafamento ainda podem ser vistos, por exemplo, na Avenida Pedro I, nas proximidades da Pampulha.

As polícias deflagraram paralisação na segunda-feira (21), após ato no Centro de BH. Há prejuízos a diversos serviços feitos pelas tropas. A marcha rumo à pista da rodovia começou durante entrevista de Zema à "Rádio Itatiaia". As falas do governador foram transmitidas por meio de caixas de som. Enquanto a conversa transcorria, os policiais taparam os ouvidos e fizeram barulhos.

Acordo de 2019 teve só uma parcela paga


O trato de 2019 previa recomposição por perdas inflacionárias em três parcelas: uma de 13% em julho de 2020, outra de 12% em setembro do ano passado e uma final de 12% em setembro de 2022, totalizando 42%. Apenas a de 2020 foi paga.

Ontem, lideranças sindicais deram entrevista na capital e não descartaram um aquartelamento militar e tensões nas penitenciárias.

Os servidores já articulam uma nova manifestação, também na Cidade Administrativa, no dia 9 de março.


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