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Estado de Minas PREJUÍZO

Cerca de 100 produtores de café ainda estão sem pagamento em Monte Belo

Dono de um armazém de café, que está fechado, estaria negociando os bens da empresa; PM foi acionada e a venda foi impedida


18/12/2021 13:56 - atualizado 18/12/2021 13:56

Imagens da operação policial
Produtores rurais estão no prejuízo em Monte Belo após depositar sacas de café em armazém (foto: Silvano de Paula/divulgação)
Cerca de 100 produtores de café ainda estão sem pagamento em Monte Belo, no Sul de Minas. A negociação é feita há quase três meses com o armazém Arábica Mineiro Comércio e Exportação de Café. Nessa semana, o responsável pelo acordo entre os produtores e a corretora descobriu que alguns bens da empresa estariam sendo negociados. A Polícia Militar foi acionada e acompanhou a ação.
 
De acordo com Silvano de Paula Ferreira, produtor rural, a última reunião aconteceu na Câmara Municipal da cidade, no dia primeiro de dezembro. A intenção era decidir o pagamento das quase 4 mil sacas de café depositadas no armazém Arábica Mineiro Comércio e Exportação de Café há cerca de três meses.
 
“Eu estou perdendo 60 sacas de café, mas tem muita gente pior que eu, que está passando até fome. Ele decidiu que ia vender os bens dele para vender os produtores. Mas não deu nenhum prazo para pagamento. Nós fomo atrás das informações e descobrimos que os bens dele têm dívida”, explica Silvano.
 
Nesta sexta-feira (17/12), Silvano descobriu que os bens do armazém, que segue fechado, estariam sendo vendidos. Alguns produtores foram até o local para impedir a negociação. “Ele vendeu o balão de mexer com café. O barracão ele ainda não vendeu. O cara foi com a turma dele para retirar o balão do armazém. Ele deve ter passado a chave. Aí eu fiz a denúncia para a polícia. Ficamos com medo dele vender e não pagar a gente”, afirma.
 
A PM acompanhou a ação. “O pessoal da Arábica havia negociado alguns bens que estão lá dentro do barracão, entretanto os produtores conversaram com o pessoal que esteve lá para pegá-los e o pessoal não quis tirar nada para evitar transtornos. Não sabemos a veracidade disso, até porque, cada um estava falando uma coisa. O pessoal está desesperado com a situação. Uma conversa bem pacífica no local”, diz PM.
 
O Estado de Minas está tentando falar com o Clovis, desde a última reportagem feita no começo do mês passado, pelos telefones deixados no bilhete, no contato do armazém e pelo número pessoal do empresário, mas até o momento não tivemos retorno.


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