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Estado de Minas NO INTERIOR DE MINAS

Filho que mandou matar o pai para receber herança é condenado a 20 anos

Conforme o Ministério Público mineiro, outros três acusados devem ir a julgamento; homicídio duplamente qualificado aconteceu em Ipatinga, no Vale do Aço


20/11/2021 22:32 - atualizado 20/11/2021 23:20

Martelo de juiz em julgamento
Sentença foi proferida na última terça-feira (16/11) pelo Tribunal do Júri de Ipatinga (foto: Chalirmpoj Pimpisarn/iStock/Imagem ilustrativa)
O Tribunal do Júri de Ipatinga, no Vale do Aço, condenou a 20 anos de prisão Matheus Andrade Gonçalves, de 28 anos, apontado como o mandante do homicídio duplamente qualificado do próprio pai, o aposentado Evenilson Gonçalves, de 48, que morreu na porta de casa, executado com três tiros na cabeça. O réu, que já estava preso preventivamente, não poderá recorrer em liberdade.
 
Conforme a denúncia, oferecida pela 11ª Promotoria de Justiça da cidade do interior mineiro, o crime ocorreu em 27 julho de 2018, no Bairro Bom Retiro, e foi motivado pelo interesse do filho na herança do pai. Além disso, o relacionamento deles era marcado por conflitos recorrentes. A sentença foi dada na última terça-feira (16/11).
 
Por motivo torpe e mediante recurso que impossibilitou a defesa da vítima, outros quatro homens também foram denunciados pelo envolvimento no assassinato. Entretanto, um deles, de 37 anos, foi absolvido. Conforme a Justiça, ele sabia do plano de homicídio em curso, mas não teve participação direta.
 
No dia do crime, três homens, a mando do filho da vítima, foram para a porta da residência onde morava o aposentado. Inicialmente, dois dos autores desembarcaram do veículo em que estavam para vigiar o alvo.
 
No momento em que o homem ia guardar o carro na garagem do imóvel, ele foi surpreendido por um dos autores, que iniciou os disparos. Além dos três tiros que atingiram a cabeça de Evenilson, outros quatro acertaram as pernas e a mão dele.
 
Na sequência, todos fugiram. O veículo usado na ação criminosa pertencia ao homem de 37 anos que foi inocentado.
 
Conforme o MPMG, o processo foi desmembrado. Com isso, os outros três acusados ainda irão a julgamento.


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