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Estado de Minas COMBATE AO CRIME

Secretários são alvos de ação contra desvio de recursos do combate à COVID

Foram expedidos 15 mandados de busca e apreensão na operação realizada nessa quinta-feira (18) em Palma, na Zona da Mata


19/11/2021 13:50 - atualizado 19/11/2021 14:30

Viaturas das polícia Civil e Militar diante do endereço de um dos investigados da operação
Operação Phythyum combate esquema de %u201Crachadinha%u201D em Palma (foto: MPMG/Divulgação)

Duas pessoas foram presas em flagrante nesta quinta-feira (18/11) em Palma, na Zona da Mata, durante uma operação de combate a corrupção e desvios de recursos públicos destinados prioritariamente ao enfrentamento da pandemia de COVID-19. Secretários municipais da cidade foram os alvos da ação, realizada pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), através do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco).

Segundo o MP, ao todo, foram expedidos 15 mandados de busca e apreensão em residências particulares e em órgãos públicos da cidade onde os investigados trabalham ou possuem vínculo. A quantidade de suspeitos e as idades de cada um deles não foram informadas pela entidade.
 
O órgão também deferiu dois pedidos cautelares de afastamento do cargo e proibição de qualquer tipo de contato contra dois secretários municipais de Palma.
 
Participaram da operação deflagrada nessa quinta-feira servidores e agentes da Gaeco, 27 policias civis, 24 policiais militares e três promotores de Justiça.
 

Investigações

 
Ainda segundo o Ministério Público, as investigações do esquema foram iniciadas pela Promotoria de Justiça de Palma. A apuração do caso se deu através de denúncias que afirmavam que vários servidores municipais receberam, indevidamente, gratificações superiores aos respectivos salários. Ademais, eles teriam repassado os valores para agentes políticos municipais em uma prática conhecida como “rachadinha”.
 
Policiais buscam por provas
Mandados de busca e apreensão foram cumpridos durante operação (foto: Divulgação/ Polícia Civil)
 
 
As investigações apontaram ainda que outras remunerações, sem fundamento legal, estavam sendo utilizadas para depósitos nas contas dos servidores municipais para posterior devolução.
 
“As verbas estariam sendo creditadas, juntamente com remuneração, com a rubrica de gratificação COVID-19”, explicou o MP.

De acordo com a Polícia Civil, foram realizadas as apreensões de duas armas de fogo, 18 aparelhos celulares, documentos diversos, três HDs externos, seis notebooks, sete pen-drives, dois CPUs de computador, contracheques, cartões bancários, folhas de cheques, carimbos, tablet e caderno de anotações nos locais investigados.


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