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Estado de Minas FALTAM APENAS NOVAS REMESSAS

PBH garante que poderia aplicar 3ª dose em todos os adultos imediatamente

Após orientação do Ministério da Saúde, gestão municipal diz que faltam apenas novas remessas para iniciar a aplicação de 3ª dose em quem completou o intervalo


16/11/2021 15:33 - atualizado 16/11/2021 18:11

ponto de vacinação drive-thru em BH
O Ministério ainda reduziu o intervalo entre a segunda e terceira dose de seis para cinco meses (foto: Edesio Ferreira/EM/D.A Press)
A Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) informou nesta tarde de terça-feira (16/11), logo após o  anúncio do Ministério da Saúde , que já está preparada para o início imediato da aplicação da terceira dose da vacina contra a COVID-19. A administração municipal garante que falta apenas a chegada de novas remessas, além do intervalo indicado.

 

LEIA TAMBÉM:  Todos os maiores de 18 anos terão que tomar 3ª dose contra a COVID-19

 

"Para a ampliação da dose de reforço para todas as pessoas acima de 18 anos, além do intervalo entre a aplicação das doses, é imprescindível que novas remessas de vacinas sejam entregues a Belo Horizonte", inicia a prefeitura da capital mineira, através de nota ( leia a íntegra abaixo ).

 

"A prefeitura reafirma a disponibilidade de pessoal e de todos os insumos necessários para a imediata continuidade do processo", complementa, ao garantir já possui toda a estrutura necessária para aplicar a terceira dose em toda a população de Belo Horizonte com mais de 18 anos.

 

Nova orientação do Ministério da Saúde

 

O Ministério da Saúde anunciou hoje, pela manhã, que pretende aplicar a dose de reforço da vacina contra a COVID-19 para toda população acima de 18 anos no Brasil. "Vamos ampliar a dose de reforço para todos os brasileiros acima de 18 anos, que tenham tomado a segunda dose de vacina, seja qual for a vacina, há pelo menos 5 meses", afirmou o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga.

 

"Então, com isso, nós vamos ter uma cobertura vacinal maior da nossa população e evitar o que está acontecendo em alguns países da Europa. Eu tenho conversado com uma amiga, Socorro Gross, e ela acha que podemos ser sim um case de sucesso no enfrentamento a uma possível 3ª onda causada pela Covid-19." complementou o ministro. 

 

“Para a ampliação da dose de reforço para todas as pessoas acima de 18 anos, além do intervalo entre a aplicação das doses, é imprescindível que novas remessas de vacinas sejam entregues a Belo Horizonte”, afirma. 

 

Os resultados preliminares de um estudo da Universidade de Oxford sobre a dose de reforço, encomendado pelo Ministério da Saúde, mostram que o esquema heterólogo - a combinação de vacinas diferentes - aumenta significativamente a imunidade. A orientação é que o reforço seja aplicado, preferencialmente, com a vacina da Pfizer. Na falta desse imunizante, pode ser aplicada a Astrazeneca ou Janssen.

 

A partir de agora, mais de 100 milhões de brasileiros estão aptos para tomar a dose de reforço, ou seja, já completaram a imunização há cinco meses ou mais. A previsão do Ministério da Saúde é que 12,5 milhões de pessoas tomem a dose de reforço em novembro e 2,9 milhões em dezembro. 

 

O Ministério da Saúde também lançou hoje a campanha Mega Vacinação, que tem como público-alvo toda a população acima de 18 anos. O Ministério ainda reduziu o intervalo entre a segunda e terceira dose de seis para cinco meses. 
 
* Estagiária sob supervisão do subeditor Thiago Ricci  
 
 

Segunda dose da Janssen

Também questionada sobre o imunizante da Janssen, a Prefeitura de Belo Horizonte se limitou a informar que aguarda o posicionamento oficial do Ministério da Saúde. A Pasta afirmou, mais cedo, que as pessoas que foram vacinadas com o imunizante, até então aplicado em dose única, deverão receber a segunda dose - e, cinco meses adiante, uma terceira dose de outra fabricante.
 
A PBH também reitera que, assim que indicada pelo Ministério, a segunda dose do imunizante também dependerá de novas remessas. Por esse motivo, a gestão municipal não estipulou qualquer prazo para iniciar a aplicação complementar. 
 

Nota da PBH

 
"A Prefeitura de Belo Horizonte segue as orientações do Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação contra a Covid-19, do Ministério da Saúde. Para a ampliação da dose de reforço para todas as pessoas acima de 18 anos, além do intervalo entre a aplicação das doses, é imprescindível que novas remessas de vacinas sejam entregues a Belo Horizonte. A Prefeitura reafirma a disponibilidade de pessoal e de todos os insumos necessários para a imediata continuidade do processo." 
 

A vacinação com a terceira dose

 
Para ajudar a entender esta nova fase, listamos algumas perguntas e respostas sobre a vacinação com terceira dose no país:

Por que é necessário aplicar a terceira dose?

A aplicação de uma dose de reforço tem sido defendida por especialistas diante da alta de infecções entre imunizados com as duas doses, como foi o caso do ator Tarcísio Meira, que morreu em agosto. Também há evidências científicas de que a proteção induzida pelas vacinas cai ao longo do tempo, o que coloca em risco, principalmente, os grupos mais vulneráveis. O avanço da variante Delta - mais transmissível - também tem colocado autoridades em alerta.

Isso significa que a vacina é ineficaz?

Não. Estudos científicos e o monitoramento da aplicação das vacinas revelam que os imunizantes contra a covid-19 são eficazes contra o coronavírus e funcionam contra as variantes já conhecidas. Pode existir, no entanto, uma queda do nível de proteção vacinal ao longo do tempo.

Quando a dose de reforço começou a ser aplicada?

A vacinação com terceira aplicação começou no Brasil no início de setembro. O Ministério da Saúde previa o início da vacinação com dose de reforço a partir de 15, mas o governo de São Paulo adiantou o início da nova etapa para o dia 6 daquele mês.

Quais grupos estão recebendo a terceira dose?

Em um primeiro momento, apenas idosos acima dos 60 anos, imunossuprimidas e profissionais de saúde receberam o reforço com a terceira dose. Em 16 de novembro, porém, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, anunciou que o governo vai ampliar a imunização com dose adicional, contemplando toda a população acima de 18 anos. A intenção da pasta é aplicar o reforço em 103 milhões de pessoas até maio.

O reforço será dado só para quem tomou a Coronavac?

Não. A dose de reforço vai ser aplicada nos indivíduos elegíveis, que tomaram qualquer um dos imunizantes disponíveis no País.

Qual deve ser o intervalo entre doses?

Para que uma pessoa seja elegível para receber a dose adicional, além de ter mais de 18 anos, é necessário que ela tenha recebido uma segunda dose ou dose única de imunizante anticovid há pelo menos cinco meses.

Como funciona para quem recebeu vacina da Janssen?

O Ministério da Saúde anunciou que as pessoas que tomaram a vacina da Janssen, da farmacêutica Johnson & Johnson, precisarão tomar uma segunda dose do imunizante. A aplicação deverá ser feita dois meses após a primeira dose. O reforço para essas pessoas também será feito cinco meses após o esquema vacinal completo.

Quantas pessoas já receberam dose adicional?

Ao todo, 10,7 milhões em pessoas acima de 60 anos, imunossuprimidos e trabalhadores de saúde já receberam essa dose de reforço. Pelas contas do Ministério da Saúde, outras 12,4 milhões estão aptas a receber mais uma aplicação ainda neste mês de novembro.

É preciso fazer cadastro ou já procurar o posto de saúde?

Não. No Estado de São Paulo, quem já foi vacinado já está cadastrado no Vacina Já, o que desobriga a população de realizar um novo cadastro. As pessoas elegíveis podem buscar atendimento nos postos de imunização.

Quais vacinas estão sendo usadas?

O Ministério da Saúde disse que há preferência pela vacina da Pfizer, mas também podem ser usadas vacinas da Janssen ou da AstraZeneca. Deve-se privilegiar ainda, segundo a pasta, a imunização heteróloga, que é feita com um imunizante diferente do que foi aplicado nas primeiras doses.

Quais outros países já aplicam a terceira dose?

Além do Brasil, Alemanha, França e Israel já optaram pela aplicação da terceira dose do imunizante contra a covid-19. Estados Unidos e Chile também são países que adotaram medidas semelhantes. 
 
(Com informações do Estadão)


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