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Estado de Minas IDENTIDADES REVELADAS

'Novo Cangaço': polícia identifica 22 corpos após confronto em Varginha

Mais três identidades foram confirmadas em relação ao balanço anterior, divulgado pela Polícia Civil. Quatro mortos ainda seguem sem identificação


03/11/2021 20:34 - atualizado 03/11/2021 20:34

Imagem do Instituto Médico-Legal Doutor André Roquette, localizado na Região Oeste de Belo Horizonte
Corpos estão sendo identificados no Instituto Médico-Legal Doutor André Roquette, localizado na Região Oeste de Belo Horizonte (foto: Leandro Couri/EM/DA Press - 12/11/2019)
Subiu para 22 o número de corpos identificados dos envolvidos  em confronto com a Polícia Militar (PM), em Varginha, no Sul de Minas, no último domingo (31/10). A informação foi divulgada pela Polícia Civil no início da noite desta quarta-feira (3/11). Antes, o número oficial de identidades reveladas era de 19. Os homens, segundo a PM, fariam parte do chamado "Novo Cangaço" e pretendiam roubar bancos nos próximos dias.

Os corpos estão no Instituto Médico-Legal Doutor André Roquette, localizado na Região Oeste de Belo Horizonte. Com a atualização, faltam quatro corpos para serem identificados, uma vez que o confronto no Sul de Minas deixou 26 mortos.

Os mortos estão sendo identificados por exames datiloscópicos, que verificam impressões digitais. Ao todo, 14 laudos foram feitos pelo Instituto de Identificação da Polícia Civil, enquanto nove foram realizados pela Polícia Federal. Para um dos corpos, houve o parecer técnico das duas instituições.

O número de corpos entregues aos familiares também subiu, indo de 16 para 19. A Polícia Civil informa que a retirada precisa ser feita por meio de apresentação de documentos de parentes de primeiro grau e do próprio suspeito para comprovar o vínculo.

A instituição também investiga "a vida pregressa dos indivíduos, bem como dos fatos e de suas circunstâncias para possíveis correlações com outros eventos". O novo cangaço se caracteriza por quadrilhas fortemente armadas que cercam cidades - principalmente do interior dos estados - e promovem assaltos de grande repercussão em várias partes do Brasil.

Veja a lista dos identificados


Artur Fernando Ferreira Rodrigues, 27 anos, Uberaba (MG) - liberado;
Daniel Antonio de Freitas Oliveira, 36 anos, Uberlândia (MG);
Darlan Ribeiro dos Santos, 41 anos, Goiânia (GO);
Dirceu Martins Netto, 24 anos, Rio Verde (GO) - liberado; 
Eduardo Pereira Alves, 42 anos, Brasília (DF) - liberado;
Evando José Pimenta Junior, 37 anos, Uberlândia (MG)- liberado;
Francinaldo Araújo da Silva, 44 anos, Eugênio Barros (MA); 
Gerônimo da Silva Sousa Filho, 28 anos, Porto Velho (RO) - liberado; 
Gilberto de Jesus Dias, 29 anos, Uberlândia (MG) - liberado; 
Giuliano Silva Lopes, 32 anos, Uberlândia (MG) - liberado; 
Gleisson Fernando da Silva Morais, 36 anos, Uberaba (MG) - liberado;
Isaque Xavier Ribeiro, 37 anos, Gama (DF); 
Itallo Dias Alves, 25 anos, Uberaba (MG) - liberado; 
José Filho de Jesus Silva Nepomuceno, 37 anos, Caxias (MA) - liberado;
José Rodrigo Dama Alves, 33 anos, Uberlândia (MG) - liberado; 
Julio Cesar de Lira, 36 anos, Santos (SP) - liberado; 
Nunis Azevedo Nascimento, 33 anos, Novo Aripuanã (AM) - liberado; 
Raphael Gonzaga Silva, 27 anos, Uberlândia (MG) - liberado; 
Ricardo Gomes de Freitas, 34 anos, Uberlândia (MG) - liberado; 
Romerito Araujo Martins, 35 anos, Goiânia (GO); 
Thalles Augusto Silva, 32 anos, Uberaba (MG) - liberado; 
Zaqueu Xavier Ribeiro, 40 anos, Goiânia (GO). 

A operação

A operação da Polícia Militar e da PRF aconteceu em dois sítios localizados em Varginha. Oficialmente, a Polícia Militar informa que houve dois confrontos.

Na primeira chácara, 18 suspeitos foram mortos. Já na segunda, mais oito morreram. Nenhum policial se feriu.
 
De acordo com a corporação, eles participariam de ataques a agências bancárias no domingo ou nessa segunda na Região Sul do estado.
 
Com eles, a polícia encontrou e apreendeu um arsenal de guerra com fuzis, explosivos, pistolas, carregadores, 5.059 balas e outros materiais, como roupas, rádios, coletes e canetas laser.
 
Durante coletiva de imprensa sobre a operação, as autoridades revelaram que o alvo da quadrilha seria o Setor de Retaguarda e Tesouraria do Banco do Brasil (Seret) ou alguma empresa de transporte de valor.
 
"O trabalho começou após denúncias anônimas. É uma operação que foi planejada e muito bem estruturada. O grande êxito da operação foi esse: nenhum cidadão teve alguma situação de risco. A ideia era fazer a prisão, mas quando notaram a presença dos policiais, revidaram", explicou o chefe da comunicação da PRF, inspetor Aristides Júnior. 


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