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Estado de Minas FOGO NAS FLORESTAS

Incêndios em reservas florestais ainda preocupam no Norte e Noroeste de MG

A expectativa nas duas regiões é pela chegada da chuva, no entanto, não existe uma previsão para que isso aconteça


30/09/2021 19:50 - atualizado 30/09/2021 19:53

Incêndios
A vegetação seca vem facilitando a propagação de incêndios nas matas do Norte e Nordeste de Minas (foto: CBM)
Depois do alívio na Região Central de Minas Gerais, chega a vez do Norte de Minas ver a extinção de vários incêndios em reservas florestais. O Corpo de Bombeiros viveu uma quinta-feira (30/9) agitada. Na cidade de Bocaiúva, no Norte do estado, foram registrados incêndios em dois pontos de vegetação.

 

No final da tarde de quarta-feira, teve início um incêndio numa área de pastagem pertencente à Ferrovia Centro-Atlântica, às margens da ferrovia em Bocaiúva.

O fogo começou às margens da ferrovia e propagou para vegetações próximas a residências, o que causou pânico nos moradores próximos ao fogo. Diante da situação, a guarnição dos bombeiros agiu rapidamente. Munida de bombas costais e abafadores, adentrou na mata e conseguiu controlar as chamas. 


A maior dificuldade nesse combate foi o fato de o local do fogo ser de difícil acesso para veículos. A estimativa é que foram queimados dois hectares.


Ainda em Bocaiúva, houve um incêndio às margens da BR-135, altura do quilômetro 460, zona rural do município de Engenheiro Dolabela. O fogo se propagou para vegetações adjacentes, o que provocou muita fumaça, dificultando a visibilidade na rodovia.


Incêndios
A fumaça dos incêndios causa baixa visibilidade nas estradas, o que requer mais cuidado por parte dos motoristas (foto: CBM)
Diante da situação e para evitar acidentes, o incêndio foi combatido utilizando EPIs, bombas costais, abafadores e aproximadamente três mil litros de água. Foram queimados cerca de 20 hectares. O fogo foi controlado depois de três horas.

Montes Claros

Outro incêndio às margens de uma rodovia aconteceu no Anel Rodoviário Leste de Montes Claros. O fogo atingia a vegetação rasteira e consumiu cerca de um hectare de área. Foram utilizados abafadores e mochilas costais para combater diretamente o incêndio, extinguindo o fogo por completo.

Lapa do Espírito Santo

Militares do 7º Pelotão do Corpo de Bombeiros, em Januária,bse deslocaram até o povoado de Lapa do Espírito Santo, zona rural do município de São Francisco, para combater incêndio em vegetação que se aproximava de residências. O fogo aconteceu numa área de pastagem e cerrado.


Com a utilização de um drone e informações de moradores da região, foi definida uma estratégia de combate aos focos, que deu resultado. Foram utilizados dois tratores e os bombeiros tiveram ajuda de 16 moradores. Foram criadas linhas de aceiros que impediram que as chamas avançassem para áreas de plantações e residências próximas.


Simultaneamente, foram empregadas técnicas de fogo de encontro (fogo contra fogo) e combate direto. Foram oito horas ininterruptas de trabalhos, mas o fogo foi debelado. O incêndio destruiu cerca de 490 hectares de matas.

Grão Mogol

Em duas fazendas de Grão Mogol, Riacho do Meio e Cabeceira da Manga, foram dois incêndios florestais. O fogo foi controlado no período noturno e o trabalho de rescaldo foi feito pela manhã. À tarde, o fogo voltou, com novos focos, diferentes dos que aconteceram anteriormente.


Dessa vez, o fogo se mostrava descontrolado, se alastrando rapidamente. Novamente os bombeiros se deslocaram até a Fazenda Cabeceira de Manga. Haviam diversos focos espalhados na mata de vegetação de cerrado, que circunda as fazendas, queimando em superfície a vegetação rasteira.


Nesse combate, os bombeiros fizeram uma caminhada de até cinco quilômetros em determinados pontos. Os bombeiros contaram com a ajuda de seis pessoas da fazenda, inclusive seu proprietário, além de 10 brigadistas da empresa GELF, antiga Plantar, que trabalham protegendo as plantações de eucalipto dos focos de incêndio. Por fim, o incêndio foi controlado. Estima-se que, em dois dias, foram queimados 150 hectares de vegetação rasteira de cerrado.

Brasilândia de Minas

No segundo dia de combate às chamas, na Serra do Boqueirão, também conhecida como Serra Extrema, em Brasilândia de Minas, a 191 quilômetros de Paracatu, militares do Batalhão de Emergências Ambientais e Resposta a Desastres (BEMAD) combateram um incêndio e eliminaram duas linhas de fogo.


Com a ajuda de um drone, nesta quinta-feira, foi feito um reconhecimento da área, o que possibilitou o combate a novos focos. O fogo continua ardendo. Foram queimados, até o momento, 76 hectares.




 


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