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Estado de Minas LÍDER DE FACÇÃO

Mais um bandido de alta periculosidade é retirado das ruas

Criminoso tinha duas condenações por homicídio e comandava tráfico no Bairro Novo das Indústrias, na Região do Barreiro


19/06/2021 12:35 - atualizado 19/06/2021 13:15

A delegada Letícia Gambogi e os delegados Frederico Abelha e Alexandre Oliveira trabalharam em conjunto(foto: PCMG/Divulgação)
A delegada Letícia Gambogi e os delegados Frederico Abelha e Alexandre Oliveira trabalharam em conjunto (foto: PCMG/Divulgação)

Um dos criminosos mais procurados da Grande Belo Horizonte, um traficante, de 34 anos, apontado como líder de uma facção criminosa, que atua no Bairro Novo das Indústrias, na região do Barreiro, condenado em dois homicídios, foragido desde 2019, está fora de circulação.

Ele foi preso, nessa sexta-feira (18/6), pela Polícia Civil, dentro da Operação 5º Mandamento, que está em sua terceira fase.


A delegada Letícia Gamboge, chefe do Departamento Estadual de Investigação de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), informou que outras cinco pessoas dessa mesma organização criminosa foram presas nas últimas duas semanas, em razão do homicídio de um jovem, de 22 anos, morto com 13 tiros nas costas em 20 de dezembro do ano passado.


Segundo ela, o crime foi praticado pelo indiciado pelo fato de a vítima estar vendendo drogas em área dominada pelo grupo investigado. “Com isso, nós fechamos o cerco contra essa criminalidade violenta no Bairro Novo das Indústrias, no Barreiro.” Os policiais apreenderam um veículo e celulares, que estavam em poder do criminoso.


A morte do jovem foi registrada por câmeras de segurança, que flagraram a movimentação dos suspeitos em dois carros, no dia do crime.


A partir das filmagens, os policiais conseguiram identificar que a vítima estaria vendendo drogas em uma rua sem saída quando dois integrantes do grupo o surpreenderam.


“O resultado dessa investigação é muito importante porque, no mesmo inquérito, conseguimos identificar o líder, o gerente e os executores do homicídio. Podemos afirmar que a quadrilha está, momentaneamente, desarticulada”, frisa o delegado Alexandre Oliveira, que coordenou as investigações.

Segundo ele, um dos criminosos, de 27 anos, pode ter sido morto pelos próprios comparsas, em uma possível “queima de arquivo”.


“Eu o conheço desde 2012, quando iniciei investigação sobre ele. O primeiro indiciamento de homicídio dele foi realizado por mim, assim como os demais indiciamentos. Em uma dessas apurações, ele me ameaçou de morte. É um homem extremamente perigoso”, relata o delegado Alexandre ao falar sobre o líder do grupo, agora preso.


O delegado informa ainda que todos os homicídios envolvendo integrantes dessa organização criminosa estão relacionados ao tráfico de drogas ou por vingança.



 


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