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Estado de Minas PANDEMIA

Lagoa Santa: entidades ligadas à prefeitura saem em defesa de secretário

Nota de repúdio foi divulgada pela AMAVC e defende secretário acusado de furar fila da vacinação. Presidente da associação foi imunizada no mesmo período


18/06/2021 17:37 - atualizado 18/06/2021 17:54

Santa Casa de Lagoa Santa atende os casos de COVID na cidade, que recebeu denúncia de que 150 pessoas furaram a fila da vacinação(foto: Carlos Altman/EM/D.A Press)
Santa Casa de Lagoa Santa atende os casos de COVID na cidade, que recebeu denúncia de que 150 pessoas furaram a fila da vacinação (foto: Carlos Altman/EM/D.A Press)

A Associação Mineira do AVC (AMAVC) publicou nas redes sociais uma nota de repúdio sobre o pedido de afastamento de Gilson Urbano: “Manifestamos publicamente o nosso repúdio por acreditarmos que não houve transgressão nesse ato”.
A nota de repúdio teve a participação de outras sete entidades assistenciais não governamentais que atuam na cidade e recebem apoio da prefeitura em convênios. Um exemplo é o repasse de R$ 140 mil feito à AMAVC, em 2019.
 
A presidente da AMAVC, Sandra Issida Golçaves, afirma que Gilson Urbano classificou a entidade dela como prioritária. Com isso, foi recomendado que todos os prestadores de serviço relacionados à saúde fossem vacinados também.

Sandra, assim como duas funcionárias da associação, e o secretário de Saúde foram imunizados em fevereiro
 
“Ele que estava na linha de frente, assim como nós, que cuidamos dos pacientes de AVC. Somos responsáveis na linha de frente, quando as pessoas estavam em casa por causa da doença, fizemos 350 visitas em domicílios, distribuímos 1.300 máscaras, levando cestas básicas e kits de higiene às pessoas vítimas de AVC e assim corríamos risco de pegar COVID-19”.
 
A presidente da AMAVC tem 59 anos de idade, não tem formação em área da saúde elencada no Plano Nacional de Imunização e não faz parte de grupos de cormobidades. 
 
De acordo com o vacinômetro da prefeitura, em  16 fevereiro começaria a vacinação dos idosos acima de 90 anos e foi informado que foram vacinados profissionais de laboratórios públicos e privados, das instituições de Longa Permanência, da Atenção Básica e Especializada e da Vigilância em Saúde.

No site da prefeitura, esse grupo – Longa Permanência, da Atenção Básica e Especializada e da Vigilância em Saúde – foi considerado como profissionais da saúde da rede suplementar do município.

Não há informação sobre em qual grupo prioritário o secretário e as funcionárias da AMAVAC foram incluídos para receber a vacinação. 
 
Sandra Issida conta que a nota de repúdio não foi por causa da denúncia de fura-fila e sim pelo pedido de afastamento do secretário de Saúde, por considerá-lo importante na gestão da área em Lagoa Santa, devido a vários trabalhos feitos por ele diante da pasta no período da pandemia.
 
“Nós pedimos que os vereadores reconsiderem o pedido de afastamento do secretário, ele é extremante competente, sendo sanitarista capacitado, ele é gestor de saúde há anos, com pós-graduação em gestão do SUS, ele está dentro, tem direito à vacina, ele está na linha de frente, ele ia todos os dias ao hospital e estava exposto ao vírus. Já o vi trabalhando incansavelmente finais de semana” defende.
 
Gilson Urbano tem graduação em gestão pública pela Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul, Pós-Graduação em planejamento financeiro do SUS - PUC-Minas e também tem pós-graduação em ensino da sociologia.
 
Urbano já foi secretário de Saúde em Janaúba, Norte de Minas, e foi exonerado em junho de 2016 por causa de uma CPI instalada na Câmara Municipal que investigou denúncias de compra abusiva de salgados, realizada pelo então secretário de Saúde.

De acordo com a denúncia, em 2015 foram pagos mais de R$ 30 mil em salgadinhos distribuídos em reuniões da pasta.
 
O que diz o Plano Nacional de Imunização
 
Conforme os grupos elencados nas etapas da Campanha Nacional de Vacinação contra a COVID-19, disponível no Plano Nacional de Vacinação, são considerados trabalhadores da saúde a serem vacinados na campanha, os indivíduos que trabalham em estabelecimentos de assistência, vigilância à saúde, regulação e gestão à saúde; ou seja, que atuam em estabelecimentos de serviços de saúde, a exemplo de hospitais, clínicas, ambulatórios, unidades básicas de saúde, laboratórios, farmácias e drogarias.
 
 Dentre eles, estão os profissionais de saúde que são representados em 14 categorias: médicos, enfermeiros, nutricionistas, fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, biólogos, biomédicos, farmacêucos, odontólogos, fonoaudiólogos, psicólogos, assistentes sociais, profissionais da educação física e médicos veterinários.
 
Também são considerados profissionais de saúde pelo Plano Nacional de Imunização os agentes comunitários de saúde (ACS) que atuam nos postos de saúde, agentes de combate às endemias, profissionais da vigilância em saúde e os trabalhadores de apoio dos hospitais, postos de saúde, unidades de pronto atendimento, como recepcionistas, seguranças, trabalhadores da limpeza, cozinheiros e auxiliares, motoristas de ambulâncias.
 
Inclui-se, ainda, aqueles profissionais que atuam em cuidados domiciliares, como, por exemplo, programas ou serviços de atendimento domiciliar, cuidadores de idosos.
 
Na lista também são incluídos trabalhadores que atuam nos estabelecimentos de serviços de interesse à saúde das instituições de longa permanência para idosos (ILPI), casas de apoio e cemitérios.



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