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Estado de Minas Rompimento

Sistema organiza frota de 62 caminhões-pipa para abastecer atingidos

Desde 2019, 62 caminhões precisam abastecer a população que não pode mais captar água da Bacia do Rio Paraopeba após o rompimento de barragem em Brumadinho


01/06/2021 11:29 - atualizado 01/06/2021 13:21

Rompimento da Barragem B1 despejou rejeitos no Rio paraopeba inviabilizando a sua captação(foto: Gladyston Rodrigues/EM/D.A.Press)
Rompimento da Barragem B1 despejou rejeitos no Rio paraopeba inviabilizando a sua captação (foto: Gladyston Rodrigues/EM/D.A.Press)
Desde 2019 sem poder captar água do Rio Paraopeba, atingidos pelo rompimento da Barragem B1, da Mina Córrego do Feijão, em Brumadinho, precisam ser abastecidos por 62 caminhões-pipa. Para que não fiquem sem o fornecimento, a organização da frota é otimizada por um sistema inovador.

O chamado Sistema de Gerenciamento de Frota e Entrega de Água Potável economiza tempo ao registrar cada evento de entrega de água e os motivos de uma entrega não ter sido realizada (quando, por exemplo, há uma entrega programada, mas o reservatório do proprietário está cheio).

O sistema registra também os momentos em que a frota não pode ser usada, quando, por exemplo, há necessidade de higienização de um caminhão, informando também quando foram realizadas coletas de água para análises.

A interrupção da captação de água no Rio Paraopeba foi determinada pelo Igam em 2019 no trecho de 250 km entre Brumadinho e Pompéu, cabendo à mineradora Vale a criação de um sistema de distribuição de água potável às comunidades diretamente atingidas.

Até o momento a empresa já entregou mais 1,2 bilhão de litros de água para consumo humano, irrigação e consumo dos animais (dados de maio). ao todo são abastecidos 16 municípios da bacia, em cerca de 620 pontos de entrega.

Cada ponto tem uma periodicidade e volume personalizado, respeitando as individualidades e necessidade de cada atingido. São 62 caminhões-pipa e 100 motoristas trabalhando em turnos de revezamento, percorrendo uma média de 12,4 mil km por dia.

O sistema também permite rever o trajeto de dias anteriores, onde cada caminhão passou e monitorar a logística de distribuição de água em tempo real, garantindo a rastreabilidade de cada etapa do processo e uma logística mais ágil e eficaz para as pessoas impactadas. Todos esses registros geram relatórios, que permitem analisar o histórico de entregas por família.

Por meio de um computador de bordo instalado em todos os 62 caminhões-pipa são disponibilizadas informações de localização, status de cada entrega, condições da estrada e outros dados relevantes sobre o dia de trabalho. Essa rotina é acompanhada online por uma central de controle, que organiza a programação das entregas de água e acompanha se tudo está sendo feito conforme o planejado.

“A tecnologia nos ajuda a atender de forma muito mais ágil alguma demanda emergencial, por exemplo de alguém que teve um pico de consumo e terminou sua água entes do dia programado e tem urgência em receber água. Nós conseguimos localizar qual motorista está mais próximo daquela pessoa e direcionar a água para o atendimento emergencial. Dessa forma, avançamos em nosso compromisso em garantir que o recurso não falte nas casas das pessoas atingidas”, afirma Josué Antônio Silva, analista da Coordenação Agropecuária da Vale.

O sistema contribuiu diretamente para a diminuição do número de questionamentos relacionados à essa medida de reparação. “Hoje, contamos com um sistema que oferece confiabilidade para essa demanda essencial. Conquistamos a credibilidade junto ao atingido de que a água irá chegar, conseguimos estimar o tempo de chegada do caminhão em cada propriedade com precisão”, complementa Josué.

A segurança no trânsito é outra prioridade do serviço, que orienta os motoristas sobre uma boa conduta, garantindo que os caminhões-pipa trafeguem com foco na direção defensiva, respeitando os limites de velocidade e as demais regras de trânsito. “Toda vez que o motorista termina uma viagem, ele tem a liberdade de tratar com seu gestor imediato e com a equipe de fiscalização. Esse canal é aberto com a gestão da Vale sobre qualquer evento que possa ter ocorrido durante o dia. Essa abordagem do cuidado ativo genuíno aumenta a proteção do próprio motorista e de quem interage com ele no trânsito”, afirma Josué.

A estratégia de distribuição do recurso já entregou 1,2 bilhão de litros de água para uso doméstico, irrigação e dessedentação animal. Antes de cada entrega, o motorista mede o teor de cloro da remessa. Uma empresa de auditoria técnica independente contratada para atender ao Ministério Público do Estado de Minas Gerais (MPMG) também faz análises como contraprova. Até o momento, 100% das amostras estavam em conformidade com as legislações.

As condições de armazenamento de água também têm sido aprimoradas. Nessa frente, moradores da região já receberam 1.712 novas caixas d'água e 195 bombas hidráulicas. Além disso, 716 propriedades passaram a contar com interligação hidráulica. Os municípios impactados também receberam 360 captações de recursos hídricos, superficiais e subterrâneas (poços), além de sistemas de tratamento de água para adequação aos padrões de potabilidade.

Com a medida, a Vale reforça seu compromisso com a entrega de projetos que contribuam para que as pessoas impactadas retomem suas rotinas. Em caso de dúvidas, as pessoas também podem procurar o canal de atendimento para a comunidade pelo telefone: 0800-0310831.


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