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Estado de Minas DIA DAS MÃES

Feira da Afonso Pena reabre neste domingo (9) após quatro meses

Local pode ser boa opção para quem deixou para comprar o presente do Dia das Mães na última hora


09/05/2021 08:59 - atualizado 09/05/2021 16:01

Feira da Afonso Pena, no Centro de BH, voltou a funcionar neste domingo (9), Dia das Mães(foto: Gladyston Rodrigues/EM/D.A Press)
Feira da Afonso Pena, no Centro de BH, voltou a funcionar neste domingo (9), Dia das Mães (foto: Gladyston Rodrigues/EM/D.A Press)
A Feira de Artes, Artesanato e Produtores de Variedades de Belo Horizonte, a antiga Feira Hippie, na Avenida Afonso Pena, no Centro de Belo Horizonte, voltou a funcionar neste domingo (9/5), Dia das Mães. Além dos atrativos gastronômicos e opção de comemorar em família em um espaço aberto, o local é a "salvação" para os atrasadinhos que deixaram para comprar os presentes de última hora.

Foi com euforia que os expositores receberam o anúncio do prefeito de BH, Alexandre Kalil (PSD), na quinta-feira (6/5), durante entrevista coletiva, sobre os novos avanços no processo de flexibilização.

 

Mas o primeiro dia da reabertura não atraiu muita gente. Durante todo o dia o movimento foi considerado fraco, em comparação aos tempos antes da pandemia. O anúncio às vésperas da data comemorativa das mães foi foco de reclamação de feirantes e expositores.

 

Abílio Cezar, 76 anos, expositor há 47, considerou que "foi muito em cima", não dando tempo de repor estoques. "Pela data, não espero muito, porque é dia das famílias ficarem mais em casa."

 

O casal Adalgisa Costa Couto, 64 anos, e José Geraldo de Miranda, 58, feirantes há 35 anos, concordam com Abílio.  Mesmo dizendo ser "a esperança, a última que morre", eles acreditam que poderiam ter retornardo bem antes para possibilitar as compras do Dia das Mães.

 

Emoção de mãe e filha, 'nascida' na feira, no retorno às atividades

 

Iolanda viu a filha
Iolanda viu a filha "nascer e crescer" na feira da Afonso Pena (foto: Gladyston Rodrigues-Em/DA Press-Belo Horizonte)

 

Muito emocionadas, Iolanda Rosa Martins, 59 anos, e a filha, Mariana Rosa Martins, 33, comemoravam o retorno à Avenida Afonso Pena. Mariana postava mensagens no Instagram chamando os amigos e fregueses. "Estamos muito felizes pela retomada. Aqui passei todos os dias das mães, com exceção do ano passado", explica Mariana, que diz ter nascido e crescido praticamente na barraca de acessórios infantis da mãe.

 

Ronald deixou o cartão de crédito por conta da mãe. Mas ficou
Ronald deixou o cartão de crédito por conta da mãe. Mas ficou "de olho" (foto: Gladyston Rodrigues-Em/DA Press-Belo Horizonte)

 

O casal Ronaldo Jesus Pereira, 51 anos, bombeiro hidráulico, e Lilian Pereira, de 44 anos, enfermeira, aproveitaram a feira, com o filho também enfermeiro, Guilherme Ronald, 22, para comprar os presentes. "Estamos muito felizes de poder sair, com todos os cuidados necessários, mas era grande a saudade desse passeio matinal", explicou Ronaldo. A mãe de Guilherme disse que recebeu de presente do filho o cartão de crédito para comprar presentes. "Mas ele está de olho", brincou.

 

As primas Amanda Pereira, 27 anos, estudante e Débora Figueiredo, 23, representante comercial, chegaram cedo à feira. "Amamos esse lugar. Aqui encontramos coisas exclusivas e vamos levar para nossas mães. Apesar que dia de mãe são todos os dias."

 

O expositor Abílio considerou decisão de reabertura à vésperas do Dia das Mães,
O expositor Abílio considerou decisão de reabertura à vésperas do Dia das Mães, "muito encima da hora" (foto: Gladyston Rodrigues-Em/DA Press-Belo Horizonte)
 

A Feira Hippie não funcionava desde o dia 10 de janeiro. É um dos mais importantes eventos comerciais alternativos da capital, recebendo, em média, 80 mil visitantes, e emprega mais de 30 mil pessoas, direta e indiretamente, em um domingo comum.

A feira responde a 0,4% do Produto Interno Bruto (PIB) da cidade. Ela recebe visitantes do interior de Minas e de outros estados, movimentando o setor de hospedagens, alimentação e comércio no entorno.

No ano passado, depois da quarentena em Belo Horizonte, a feira passou a ocupar maior espaço, entre Praça Sete e Rua dos Guajajaras. A máscara continua obrigatória, como também a higienização das mãos ao tocar em mercadorias, e proibição de provadores.

Os comerciantes são responsáveis por direcionar filas e demarcar espaços para evitar aglomerações, observando o distanciamento de dois metros entre as pessoas.


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