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Estado de Minas COVID-19

Horário é insuficiente, diz Abrasel


07/05/2021 04:00

A flexibilização das atividades foi considerada insuficiente por bares e restaurantes e por representantes de lojistas, que esperavam poder abrir as portas no Dia das Mães. O avanço no horário não respondeu aos anseios da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel-MG), entidade representativa do setor, nem de donos de estabelecimentos isoladamente. A entidade havia apresentado na quarta-feira uma proposta de protocolo ao município que incluía aberta até as 22h, especialmente aos domingos.

“Essa flexibilização até as 19h não atende o setor de bares e restaurantes. É um total desconhecimento do comitê de como funciona um restaurante. O que eles estão fazendo não adianta, não ajuda de forma alguma. Ficar mais 14 dias para esperar por uma nova flexibilização é inviável para o setor, disse o presidente da Abrasel, Matheus Daniel, em entrevista ao Estado de Minas.

Na visão de Matheus Daniel, a restrição dos horários de bares e restaurantes teria efeito oposto ao pretendido controle da pandemia. Ele defende que a medida incentiva a população a se aglomerar em locais em que não há um controle de cumprimento das medidas sanitárias, levando a uma piora nos índices de contaminação pela COVID-19. O presidente da Abrasel reforçou que o segmento de gastronomia enfrenta grandes dificuldades para se manter durante a pandemia. “Temos que lembrar que 91% do setor não conseguiu sequer pagar o salário no mês passado. Está todo mundo quebrado, afirmou Matheus Daniel.

ESPERANÇA 


Aldecir Pereira, chef de cozinha e responsável pelo restaurante Dona Derna, localizado no Bairro Savassi, na Região Centro-Sul de Belo Horizonte, recebeu a notícia de que os estabelecimentos continuam fechados aos domingos com preocupação e esperança de que dure pouco. Com mais de 30 anos de história, o Dona Derna é um dos restaurantes mais tradicionais da capital mineira. Aldecir relatou que, como impacto da pandemia,  teve que reduzir os salários dos funcionários e sofre dificuldades para tentar manter as contas em dia. A esperança agora é que até no próximo fim de semana a prefeitura autorize o funcionamento do setor aos domingos novamente.

“O impacto aqui está sendo forte. Nosso maior movimento é de sábado e domingo. Aumentar o horário no sábado melhorou, mas o domingo ainda é nosso melhor dia. Creio que na semana que vem ele abrirá os restaurantes no próximo domingo, deve esperar só passar o Dia das Mães”, aposta o chef de cozinha.

PREJUÍZOS IRREPARÁVEIS 

Para Fernando Batista, dono do Jeremias Arte e Bar, localizado no Bairro São Gabriel, na Região Nordeste da capital, a gestão da prefeitura em relação aos bares e restaurantes é insatisfatória desde o início da pandemia. Ele considera que o horário de funcionamento autorizado não condiz com a realidade do setor. Por isso, mesmo com a permissão do serviço presencial, optou por atender seus clientes apenas por meio de delivery. “Não existe fechar um bar às 19h, eu abro meu bar às 19h. Isso pode ser um horário para um restaurante, mas para bar não”, disse Fernando. O empresário conta que demitiu todos os funcionários e acumulou contas a pagar.
 


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