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Estado de Minas COVID-19

PBH abre cadastro para quem tem comorbidades

Pessoas de 18 a 59 anos, que se encaixam neste grupo, serão vacinadas. A Prefeitura de Belo Horizonte espera novas doses para iniciar a imunização


01/05/2021 04:00

Gestantes e puérperas com comorbidades, independentemente da idade, entram na fila de imunização(foto: Pixabay)
Gestantes e puérperas com comorbidades, independentemente da idade, entram na fila de imunização (foto: Pixabay)

A Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) iniciou ontem o cadastro para os moradores de 18 a 59 anos com comorbidades, deficiência permanente e gestantes/puérperas receberem a vacina contra a COVID-19. O prazo para o cadastro se encerra na próxima segunda-feira (3/5), às 23h59. Em BH, são cerca de 290 mil pessoas com comorbidades definidas pelo Ministério da Saúde como prioritárias para a imunização, que serão convocadas seguindo critério de idade, dos mais velhos para os mais jovens.

Segundo a PBH, as pessoas de 18 a 59 anos com deficiência permanente, que recebem o Benefício de Prestação Continuada (BPC), não precisam se cadastrar. A data de início da vacinação ainda não foi definida, pois depende da chegada de novas doses à capital mineira. Por outro lado, quem tem comorbidade deve se cadastrar no site da prefeitura. Já o cadastro de gestantes e puérperas deve ser realizado por meio de um formulário específico.

O Executivo Municipal reitera, ainda, que cadastros por e-mail e/ou telefone não serão aceitos e que ter em mãos a confirmação do cadastro facilitará o processo de vacinação. Além disso, é necessário apresentar os documentos que comprovam sua situação (exames, receitas, relatório médico, prescrição médica etc.) e ter atenção no calendário de vacinação, que segue as orientações do Ministério da Saúde.

A inclusão na lista prioritária da vacinação contra a COVID-19 era reivindicada há muito tempo pelas pessoas com doenças crônicas, que acabam sendo mais vulneráveis na pandemia e podem ter o quadro de saúde ainda mais agravado caso sejam infectadas pelo novo coronavírus.

Segundo o Ministério da Saúde, estima-se que haja 17,7 milhões de pessoas integrando o grupo no país, que é formado ainda por pacientes com diabete, doenças cardiovasculares e cerebrovasculares, anemia falciforme, obesidade mórbida e cirrose hepática, entre outras.

Chegou a vez dos idosos de 60 anos

Expectativa da PBH é imunizar cerca de 36 mil pessoas dessa faixa etária contra a COVID-19(foto: Gladyston Rodrigues/EM/D.A Press)
Expectativa da PBH é imunizar cerca de 36 mil pessoas dessa faixa etária contra a COVID-19 (foto: Gladyston Rodrigues/EM/D.A Press)

Belo Horizonte começa a vacinar, na próxima segunda-feira (3/5), os idosos de 60 anos com doses da AstraZeneca/Oxford. Segundo a PBH, a expectativa é imunizar cerca de 36 mil pessoas contra a COVID-19. A vacinação vai ocorrer das 7h30 às 16h30 nos postos fixos e extras. Já nos postos drive-thru, a imunização será das 8h às 16h30. Vale ressaltar que as unidades 24 horas não aplicam a vacina.

O idoso tem de levar documento de identidade, CPF e comprovante de residência. Além disso, a PBH reforça para que todos usem a máscara e respeitem as regras de distanciamento social no interior das unidades. A orientação é para o idoso levar apenas um acompanhante. 

Aqueles que se encontram acamados e/ou com mobilidade reduzida devem se cadastrar no site da PBH. Também lá é possível conferir os postos de vacinação em todas as regionais da cidade. A prefeitura informa que o Ministério da Saúde tem de enviar novas remessas de vacinas para que a aplicação da segunda dose, das demais idades, seja feita. A PBH reforça que os profissionais já estão preparados e que dispõe de todos os insumos necessários para o processo.

Fim de semana 

A vacinação simultânea dos trabalhadores da saúde de 37 anos e idosos de 89 pela segunda dose hoje, no feriado do Dia do Trabalho, encerra a programação de vacinação desta semana em Belo Horizonte.

O idoso deve levar documento de identidade e um comprovante de residência. Já os profissionais da saúde precisam estar com documento com foto, registro no conselho profissional e um documento que comprove a vinculação ativa do trabalhador com serviço de saúde de BH, podendo ser uma carteira de trabalho, contrato de trabalho, contracheque, entre outros.

Os endereços dos postos que os ambos os grupos receberão a primeira dose estão no site da prefeitura. O horário de funcionamento dos pontos fixos será das 7h30 às 15h, enquanto os postos drive-thru funcionarão entre as 8h e as 15h.

SES distribui 589.800 doses no estado


A Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) começa, hoje, a partir das 10h, a distribuição da 15ª remessa de vacinas contra a COVID-19 para as unidades regionais de saúde (URSs). Essa é a maior operação de vacinação da história de Minas Gerais. De acordo com a pasta, as 589.800 doses – 578 mil da AstraZeneca e 11.800 da CoronaVac –, serão destinadas a idosos de 60 a 64 anos e às pessoas que servem nas forças de segurança e salvamento.

Neste sábado, estão previstos voos para as cidades de Juiz de Fora – macrorregião Sudeste – e Manhuaçu – macrorregião Leste do Sul. Na segunda-feira, a pasta informou que a operação terá continuidade a partir das 8h, com aeronaves seguindo para Montes Claros (Norte), Unaí (Noroeste), Patos de Minas (Noroeste), Uberlândia (Triângulo do Norte), Alfenas (Sul), Governador Valadares (Leste) e Diamantina (Jequitinhonha). Na terça-feira (4/5), os voos com vacinas saem para as cidades de Pedra Azul (Jequitinhonha) e Teófilo Otoni (Nordeste). (Larissa Ricci)

Confira as fases

1ª etapa

De acordo com a quantidade de doses disponíveis, serão vacinadas:

Pessoas com síndrome de Down, independentemente da idade

Pessoas com doença renal crônica em terapia de substituição renal (diálise), independentemente da idade

Gestantes e puérperas com comorbidades, independentemente da idade

Pessoas com comorbidades de 55 a 59 anos

Pessoas com deficiência permanente cadastradas no Programa de Benefício de Prestação Continuada (BPC) de 55 a 59 anos.

2ª etapa

Público com idade de 50 a 54 anos, 45 a 49 anos, 40 a 44 anos, 30 a 39 anos e 18 a 29 anos:

Pessoas com comorbidades

Pessoas com deficiência permanente cadastradas no BPC

Gestantes e puérperas, independentemente de condições pre-existentes.

Veja os Prioritários para vacinação contra a COVID-19


Diabetes mellitus. Qualquer indivíduo com diabetes

Pneumopatias crônicas graves. Doença pulmonar obstrutiva crônica, fibrose cística, fibroses pulmonares, pneumoconioses, displasia broncopulmonar e asma grave (uso recorrente de corticoides sistêmicos, internação prévia por crise asmática).

Hipertensão arterial. Hipertensão arterial resistente (HAR): quando a pressão arterial (PA) permanece acima das metas recomendadas com o uso de três ou mais anti-hipertensivos de diferentes classes, em doses máximas preconizadas e toleradas, administradas com frequência, dosagem apropriada e comprovada adesão ou pressão controlada em uso de quatro ou mais fármacos anti-hipertensivos.

Hipertensão arterial estágio 3: PA sistólica = 180mmHg e/ou diastólica = 110mmHg, independentemente da presença de lesão em órgão-alvo (LOA) ou comorbidade.

Hipertensão arterial estágios 1 e 2 com lesão em órgão-alvo e/ou comorbidade: PA sistólica entre 140 e 179mmHg e/ou diastólica entre 90 e 109mmHg na presença de lesão em órgão-alvo e/ou comorbidade.

Insuficiência cardíaca (IC). IC com fração de ejeção reduzida, intermediária ou preservada; em estágios B, C ou D, independentemente de classe funcional da New York Heart Association.

Cor-pulmonale e hipertensão pulmonar. Cor-pulmonale crônico, hipertensão pulmonar primária ou secundária.

Cardiopatia hipertensiva. Hipertrofia ventricular esquerda ou dilatação, sobrecarga atrial e ventricular, disfunção diastólica e/ou sistólica, lesões em outros órgãos-alvo.

Síndromes coronarianas. Síndromes coronarianas crônicas (angina pectoris estável, cardiopatia isquêmica, pós-infarto agudo do miocárdio, outras).

Valvopatias. Lesões valvares com repercussão hemodinâmica ou sintomática ou com comprometimento miocárdico (estenose ou insuficiência aórtica; estenose ou insuficiência mitral; estenose ou insuficiência pulmonar; estenose ou insuficiência tricúspide, e outras).

Miocardiopatias e pericardiopatias. Miocardiopatias de quaisquer etiologias ou fenótipos; pericardite crônica; cardiopatia reumática.

Doenças da aorta, dos grandes vasos e fístulas arteriovenosas. Aneurismas, dissecções, hematomas da aorta e demais grandes vasos.

Arritmias cardíacas. Arritmias cardíacas com importância clínica e/ou cardiopatia associada (fibrilação e flutter atriais; e outras).

Cardiopatias congênita no adulto. Cardiopatias congênitas com repercussão hemodinâmica, crises hipoxêmicas; insuficiência cardíaca; arritmias; comprometimento miocárdico.

Próteses valvares e dispositivos cardíacos implantados. Portadores de próteses valvares biológicas ou mecânicas; e dispositivos cardíacos implantados (marca-passos, cardiodesfibriladores, ressincronizadores, assistência circulatória de média e longa permanência).

Doença cerebrovascular. Acidente vascular cerebral isquêmico ou hemorrágico; ataque isquêmico transitório; demência vascular.

Doença renal crônica. Doença renal crônica estágio 3 ou mais (taxa de filtração glomerular, imunossuprimidos).

Obesidade mórbida. Índice de massa corpórea (IMC) = 40. Para calcular, basta dividir o peso (em kg) pela altura ao quadrado (em metros).

Síndrome de Down. Trissomia do cromossomo 21.

Cirrose hepática. Cirrose hepática Child-Pugh A, B ou C.

Indivíduos transplantados de órgão sólido ou de medula óssea; pessoas vivendo com HIV e CD4 10mg/dia ou recebendo pulsoterapia com corticoide e/ou ciclofosfamida; demais indivíduos em uso de imunossupressores ou com imunodeficiências primárias; pacientes oncológicos que realizaram tratamento quimioterápico ou radioterápico nos últimos 6 meses; neoplasias hematológicas.
 


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