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Estado de Minas MINERAÇÃO

Ouro Preto: Vale muda mancha de inundação, e 30 famílias serão removidas

Núcleos familiares seriam atingidos em caso de rompimento da Barragem de Doutor, que está no nível 2 da escala de risco


10/02/2021 21:58 - atualizado 10/02/2021 22:13

Barragem de Doutor está localizada na Mina de Timbopeba, em Ouro Preto(foto: Leandro Couri/EM/D.A Press - 19/11/2015)
Barragem de Doutor está localizada na Mina de Timbopeba, em Ouro Preto (foto: Leandro Couri/EM/D.A Press - 19/11/2015)

 

A mineradora Vale alterou nesta quarta (10/2) o mapa de inundação da Barragem de Doutor, da Mina de Timbopeba, localizada em Ouro Preto, Região Central de Minas Gerais. Com isso, 30 famílias vão precisar deixar suas casas, que seriam atingidas em caso de ruptura da represa.

 

Na tarde desta quarta, representantes da empresa se reuniram com membros do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), da Coordenadoria Estadual de Defesa Civil (Cedec) e da Defesa Civil de Ouro Preto.

 

De acordo com a Cedec, o encontro serviu “para possibilitar a programação da retirada das famílias em segurança, cumprindo todos os protocolos legais”.

 

Em nota, a Vale informou que “a estrutura é monitorada 24 horas por dia” por seu “Centro de Monitoramento Técnico”. O mesmo acontece com outras duas centrais geotécnicas do governo de Minas.

 

Ainda segundo a empresa, as famílias removidas poderão escolher onde vão morar e receberão assistência da mineradora.

 

Os animais que vivem com elas, em caso de impossibilidade de transporte, segundo a Vale, serão cuidados por instalações da empresa e acompanhados por veterinários e biólogos.

 

Barragem de Doutor

 

A barragem em questão está no nível 2 da escala de risco, que indica uma anomalia não controlada. Há três fases, sendo que a terceira indica ruptura iminente do barramento.

 

A represa armazena 37 milhões de metros cúbicos de rejeitos de minério de ferro. Para efeito de comparação, a barragem de Brumadinho tinha 12,7 milhões de m³.

 

Os dados são da Agência Nacional de Mineração (ANM).

 

Ainda de acordo com a ANM, em caso de desastre, o impacto ambiental seria “muito significativo”. Já os danos socioeconômicos seriam “altos”.

 

Em agosto do ano passado, a empresa anunciou que começaria obras para descaracterizar a barragem, que está desativada.

 

A primeira etapa compreende a construção do canal extravasor. A obra do vertedouro, cuja perspectiva de conclusão é no fim de 2021, terá o objetivo de manter o rebaixamento do nível de água do reservatório da barragem. 

 

Outro propósito, segundo a empresa, é aumentar a segurança de toda a estrutura. 


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