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Estado de Minas ESCOLAS

Kalil: volta das aulas presenciais fica para março de 2021

Data foi escolhida depois do aumento de casos de crianças infectadas por COVID-19


29/01/2021 14:46 - atualizado 29/01/2021 15:11

O prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil(foto: Tulio Santos/EM)
O prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (foto: Tulio Santos/EM)
O prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PSD), anunciou na tarde desta sexta-feira (29/01) o novo padrão da reabertura da capital mineira. Ao comentar o funcionamento das escolas, Kalil afirmou que devido ao aumento de casos de crianças infectadas por COVID-19, as aulas presenciais serão transferidas para março de 2021. 

“Nós tinhamos uma programação de volta às aulas presenciais em fevereiro, mas, dado a casos de crianças infectadas, e até casos de morte, que ainda estão pesquisando se pode ter algo relacionado à nova cepa, estaremos transferindo isso, se Deus permitir e der tudo certo, para março”, conta Kalil.

O cenário do comércio em BH a partir de segunda-feira ficará semelhante ao que funcionava antes do fechamento dos estabelecimentos não essenciais, com lojas de rua funcionando entre 9h e 20h, de segunda a sábado. Além disso, as academias poderão funcionar sem horário especificado, mediante agendamento dos clientes. Shoppings também receberam o sinal verde para reabrir.

Entre os setores liberados estão o de bares e restaurantes. “Os bares e restaurantes abrem a partir das 11h até 22h, podendo vender bebida alcoólica até as 15h. De 11h às 15h a venda de bebida alcoólica é permitida. A partir de 15h ela é proibida, mas os restaurantes poderão ficar abertos até 22h”, disse Kalil.

Histórico

O prefeito anunciou o fechamento dos serviços não essenciais no dia 6 de janeiro. A portaria que trata da medida entrou em vigor no dia 11. Supermercados, farmácias, postos de gasolina, padarias, sacolões, entre outros estavam no rol de atividades autorizadas a abrir as portas na cidade.

Desde então, setores do comércio passaram a negociar com a prefeitura uma flexibilização, sugerindo o escalonamento de dias permitidos para o funcionamento das lojas. Houve, também, protesto de algumas categorias na porta da sede do Executivo municipal pedindo para que os estabelecimentos voltassem a abrir.

Os últimos dias também foram marcados por batalhas judiciais. No dia 18 de janeiro, uma ação impetrada pelo deputado estadual Bruno Engler (PRTB) resultou numa liminar que permitia a reabertura do comércio em Belo Horizonte a partir desta sexta-feira. A decisão, no entanto, foi derrubada após a prefeitura recorrer.

No entanto, na última terça-feira (26/01) o Sindicato das Empresas de Promoção, Organização e Montagem de Feiras, Congressos e Eventos de Minas Gerais (Sindiprom-MG) conseguiu uma nova liminar para que o comércio em BH fosse aberto a partir do dia 4 de fevereiro. Neste caso, a prefeitura também recorreu, mas a resposta não saiu até o momento.

Indicadores


Durante boa parte de janeiro, o indicador que mede o nível de ocupação de leitos de terapia intensiva ficou acima dos 80%, 10 pontos percentuais acima da margem do alerta vermelho, considerado pela Prefeitura de BH. No entanto, os três quesitos que são levados em conta para decidir o norte do comércio na capital mineira caíram nos últimos quatro dias.

O mais recente boletim epidemiológico divulgado pela Prefeitura de Belo Horizonte nesta quinta-feira (28/01) indicou queda nos três indicadores-chave. O número médio de transmissão por infectado (fator RT) teve o nono decréscimo seguido, de 0,96 para 0,95. Já a ocupação dos leitos de UTI caiu de 77,4% para 76,4%. Na mesma toada, a das enfermarias de 59,8% para 57,2%.


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