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Estado de Minas COVID-19

Divinópolis restringe atendimentos em unidades básicas de saúde

Medida foi justificada com o avanço de casos suspeitos do novo coronavírus; apenas grupos de risco serão atendidos


22/12/2020 18:28 - atualizado 22/12/2020 19:30

A medida vale para todas as unidades básicas de saúde do município(foto: Reprodução)
A medida vale para todas as unidades básicas de saúde do município (foto: Reprodução)

Os atendimentos nas Unidades Básicas de Saúde (UBS’s) foram restringidos em Divinópolis, Região Centro-Oeste de Minas Gerais, devido à sobrecarga de trabalho decorrente do aumento de casos suspeitos de COVID-19. A portaria, publicada na edição desta segunda-feira (21/12) no Diário Oficial dos Municípios, tem efeitos retroativos ao dia 18. Essa foi a primeira medida adotada pelo secretário de Saúde interino, Carlos Bruno Guimarães Carvalho.

 

A portaria estabelece que, temporariamente, os atendimentos “se restrinjam aos grupos de risco e atendimentos inadiáveis, com agenda programada, dando intervalo entre um procedimento e outro e livre demanda”. Serão atendidos nas unidades, praticamente, apenas grupos considerados prioritários.

 

Dentre os pacientes que continuarão a serem atendidos estão: gestantes, puérperas, recém-nascidos, crianças menores de um ano, crianças portadoras de morbidade, hipertensos, diabéticos, renais crônicos, cardiopatas, idosos com comorbidades.

 

Também serão mantidos os procedimentos de curativos, teste rápido de HIV, Hep C e B, Sífilis, teste rápido e PCR COVID-19, vacinas e síndrome gripal.

 

Segundo a portaria, as determinações são provisórias e poderão sofrer modificações a qualquer momento, de acordo com o quadro epidemiológico do município.

 

 

Sindicato pediu interferência

 

A diretoria do Sindicato dos Trabalhadores Municipais de Divinópolis e Região Centro-Oeste (Sintram) chegou a acionar o Ministério Público no início da pandemia para que o governo municipal oferecesse condições de trabalho aos servidores. “Agora, no momento em que vivemos essa situação que nos parece próxima à calamidade, o governo municipal tem a obrigação de garantir que todos os servidores trabalhem protegidos. Esperamos que isso ocorra sem a necessidade de conflitos, pois o momento agora é de buscar o entendimento para que o município tenha condições de sair de mais essa crise”, afirmou o vice-presidente, Wellington Silva.

 

A presidente da entidade também pediu “bom senso” ao novo secretário. “Para que cuide dos nossos profissionais de saúde. Eles estão enfrentando um inimigo invisível, que pode chegar de onde menos se espera. Cuidar desses profissionais é cuidar de suas famílias e evitar ainda mais a propagação da doença”, afirmou. Carlos Bruno ficará no cargo até 31 de dezembro. A partir de janeiro a previsão é que o atual superintendente regional de saúde, Alan Rodrigo Rodrigues, assuma a função.

 

A Secretaria Municipal de Saúde (Semusa) informou que a portaria deverá ser reeditada com mais especificações até o dia 28 de dezembro. De acordo com a assessoria de comunicação, a intenção é diminuir atendimentos de rotina que podem sem adiados, tentar reduzir o fluxo de pessoas nas unidades e evitar a contaminação dos pacientes. A orientação é para que elas sejam procuradas apenas em casos inadiáveis.

 

*Amanda Quintiliano especial para o EM 

 


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