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Estado de Minas Investigação

Polícia cumpre mandado de busca em gabinetes de vereadores de Nova Lima

Operação tenta deflagrar crime de corrupção desde 2015


18/12/2020 19:43 - atualizado 18/12/2020 20:05

Investigadores apontaram irregularidades durante mandato dos parlamentares de Nova Lima(foto: Divulgação/Polícia Civil)
Investigadores apontaram irregularidades durante mandato dos parlamentares de Nova Lima (foto: Divulgação/Polícia Civil)
 
A Polícia Civil realizou, nesta sexta-feira (18/12), 15 mandados de busca e apreensão em casas e gabinetes dos vereadores de Nova Lima, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Pelo menos seis dos nove parlamentares da Câmara Municipal estão sendo investigados por crimes de corrupção cometidos desde 2015. Os nomes dos envolvidos não foram divulgados.
 
“Um dos crimes investigados é o de peculato, em virtude da prática de ‘rachadinha’ por parlamentares da Câmara Municipal e assessores dos respectivos gabinetes, sendo também apurados contratos possivelmente superfaturados de aluguéis de veículos na Câmara Municipal”, detalha o delegado Domiciano Monteiro, chefe da Divisão Especializada de Combate à Corrupção, Investigação a Fraudes e Crimes Contra a Ordem Tributária.

Nas buscas, foram apreendidos R$ 70 mil em dinheiro, além de documentos e computadores que serão usados nas investigações. A Polícia Civil não apontou se fará novas buscas nos próximos dias.

“O prejuízo estimado aos cofres do município de Nova Lima é algo em torno de R$ 200 mil. Porém, se considerarmos todo o período, até o presente ano, essa cifra pode chegar a R$ 3 milhões. Isso apenas em relação ao superfaturamento de aluguel de veículos”, destaca o delegado Gabriel Fonseca, da 1ª Delegacia Especializada de Combate à Corrupção.
 
A polícia apontou que uma locadora de veículos foi aberta em 2015 a pedido dos investigados, que eram possíveis laranjas. 

Além disso, as contratações eram realizadas diretamente entre o vereador e as locadoras ou diretamente com pessoas físicas. “Ele conversava com essa pessoa para alugar o veículo dela para prestar serviço ao gabinete. Isso tudo sem licitação, era contratação direta sem o devido procedimento legal”, detalha o delegado. 

As apurações apontam, ainda, que os valores pagos tanto a empresas quanto a particulares eram bem superiores aos praticados pelo mercado.


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