
A violência teria ocorrido logo após um treino em que o garoto machucou um dos joelhos. Ao tomar conhecimento das feridas, o treinador se ofereceu para prestar cuidados. Para tanto, convidou a vítima para ir até sua casa.
No local, segundo o boletim de ocorrência, o homem pediu que o menino se deitasse na cama e passou atissépticos e pomadas nas feridas. Durante o procedimento, pediu que ele fechasse os olhos e relaxasse, pois o curativo poderia ser doloroso.
Em dado momento, ainda de acordo com o boletim de ocorrência, o adolescente percebeu que estava sendo abusado. Ele contou aos policiais que sentiu o técnico tocar sua genitália e esfregar o próprio pênis no joelho ferido. Além disso, ao abrir os olhos, viu que o agressor estava sem roupa.
O adolescente afirma que sua primeira reação foi correr para a sala da residência. Temendo punições, o treinador teria pedido que ele guardasse segredo sobre o abuso, pois "tudo não passaria de uma brincadeira". J.F.A., porém, ligou para a polícia.
Na delegacia, o homem negou os atos libidinosos e deu sua versão da história: afirmou que fez massagem nas pernas do aluno e, "involuntariamente, tocou nas partes íntimas dele".
O caso foi encaminhado à 3ª Delegacia de Polícia Civil, onde será investigado.
