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Estado de Minas ISOLAMENTO

Divinópolis registra queda nos indicadores da COVID-19 pelo segundo mês consecutivo

Secretário atribui a redução às medidas adotas pelo município e também destacou o fator climático


10/11/2020 09:40 - atualizado 10/11/2020 09:42

O secretário disse que a preocupação está voltada para fevereiro e março do próximo ano quando é esperado a segunda onda da doença.(foto: Amanda Quintiliano/Divulgação)
O secretário disse que a preocupação está voltada para fevereiro e março do próximo ano quando é esperado a segunda onda da doença. (foto: Amanda Quintiliano/Divulgação)

Divinópolis, na região Centro-Oeste de Minas Gerais registrou em outubro queda em três indicadores da COVID-19: média de notificações, mortes e internações. Já o de confirmações manteve o mesmo patamar do mês anterior. Os dados foram divulgados pela Secretaria Municipal de Saúde, que atribuiu a redução às medidas adotadas pelo município e a conscientização da população.

 

A média diária de notificações caiu pelo segundo mês consecutivo. Passou de 114 em agosto, para 110 em setembro e 67 em outubro. Já as mortes em decorrência da doença caíram de 0,50 no mês anterior (15) para 0,39 em outubro (12). Em setembro foram registradas 84 internações no setor de enfermaria e no Centro de Terapia Intensiva (CTI). No mês seguinte esse número reduziu para 65.

 

Já a progressão de casos confirmados manteve-se estável. A média foi de 14.2 nos dois meses. Divinópolis contabiliza 15789 notificações, 2016 casos confirmados e 70 óbitos em decorrência do novo coronavírus, segundo o boletim divulgado nesta segunda-feira (09). Os pacientes recuperados somam 1797. 55 pessoas em tratamento contra a doença estão internadas em enfermarias e CTI’s, com taxa de ocupação de 26,3%.

 

Distanciamento

 

O secretário municipal de Saúde Amarildo de Sousa disse que a queda é reflexo do trabalho ostensivo desenvolvido pelo município desde o início da pandemia. “Estamos colhendo os frutos agora”, afirmou. A cidade foi a primeira do estado a registrar um caso da doença. Antes mesmo da confirmação, havia um plano de contingência.

 

Embora os indicadores sinalizem uma melhora no cenário local, a preocupação ainda continua. Apesar de destacar a queda, o secretário pede que as medidas de prevenção não sejam abandonadas. “A gente não pede mais isolamento, agora ele é só para quem tem sintomas. Para quem não está com sintomas é o distanciamento social. Pode estar nos locais, mas com dois metros de distância para que a gente possa continuar na onda verde. Se afrouxar nem sei o que pode acontecer”, alertou. 

 

Com liberação total das atividades econômicas, restrições foram estabelecidas para manter a segurança. Para tentar manter os indicadores, o município também está apostando na fiscalização. “Um dos fatores é a fiscalização ostensiva. O povo pode até achar ruim, mas desaglomera. São festas clandestinas nos finais de semana com 400 pessoas. Em apenas uma, são 400 pessoas que a gente devolve para casa”, cita. Os eventos estão permitidos apenas com aprovação do protocolo sanitário e com no máximo 250 pessoas.

 

Além das ações, outro fator foi destacado pelo secretário: o climático. “Estamos no período em que é previsto para ter uma queda”, destacou. Mesmo com as festas de final de ano se aproximando, os olhos já estão voltados também para fevereiro e março, quando está prevista a segunda onda da COVID-19 no país. “Estamos seguindo um padrão do que está acontecendo na Europa”, destacou. 

 

*Amanda Quintiliano especial para o EM

 


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