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Estado de Minas

Crimes de incêndios a cegonheiras começam a ser desvendados pela Polícia Civil

Autores que colocaram fogo em caminhão na quarta-feira foram presos em Oliveira


07/11/2020 12:13 - atualizado 07/11/2020 13:20

(foto: PCMG/Divulgação)
(foto: PCMG/Divulgação)
O mistério da autoria de incêndios a caminhões de carga em Curvelo, na Região Central de Minas Gerais, começa a ser desvendado pela Polícia Civil do estado, com a prisão, em flagrante, de dois integrantes de uma organização criminosa apontada como responsáveis por atear fogo em cegonheiras.

Os presos são suspeitos de provocar incêndios, na madrugada de quarta-feira (4), em três caminhões carregados com veículos de uma montadora, na MGC-135. As prisões ocorreram em um posto na BR-381, próximo a Oliveira, no Centro-Oeste mineiro.

As investigações pela Delegacia Especializada em Investigação e Repressão ao Roubo a Banco, do Departamento Estadual de Investigação de Crimes Contra o Patrimônio (Depatri), tiveram início há um mês, quando a primeira cegonheira de uma empresa foi incendiada em Goiana, Pernambuco.

Segundo informações do setor de inteligência da PCMG, existiam fortes indícios de que este tipo de crime se repetiria em Minas Gerais. De posse das informações, uma equipe da Delegacia Especializada em Investigação e Repressão ao Roubo a Banco iniciou a busca pelos suspeitos.

As investigações apontaram que os envolvidos teriam ligação com uma organização criminosa de São Paulo. A partir daí e do cruzamento de informações, foi possível identificar os suspeitos e o veículo em que estavam.

Foram acionados, ainda, os setores de inteligência da Polícia Civil e da Polícia Rodoviária Federal (PRF). Dois suspeitos foram presos no estacionamento do posto na BR-381. Ambos são paulistas e têm 39 anos. São considerados de alta periculosidade pelo envolvimento com grupos criminosos. Possuem inúmeros registros policiais e processos judiciais em andamento.

Segundo o delegado Rafael Horácio, “acredita-se que os suspeitos vieram para Minas Gerais exclusivamente para cometer os crimes. A investigação aponta que a motivação seria enfraquecer a empresa que locava os caminhões, para que a organização criminosa pudesse atuar neste ramo mercadológico e transportar armas e drogas nos veículos, livremente, em todo o território nacional.”

Estima-se que mais de 40 veículos foram incendiados, mas ninguém ficou ferido. “A ação rápida, com equipes empenhadas da Polícia e o apoio da PRF, foi fundamental para esse excelente resultado, que culminou na prisão da dupla”, diz o delegado César Matoso, chefe da Divisão Operacional do Depatri. Os investigados foram encaminhados ao sistema prisional. O delegado informa que as investigações continuarão, pois o objetivo é identificar e prender outros integrantes da quadrilha.


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